ECONOMIA
PNAD Contínua: em 2025, desemprego foi o menor, desde 2012
Por ECONOMIA JB
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Publicado em 30/01/2026 às 09:18
Alterado em 30/01/2026 às 09:18
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A taxa anual de desocupação foi de 5,6% em 2025, menor índice da série histórica iniciada em 2012. O resultado representou um recuo de 1,0 ponto percentual (p.p.) frente ao valor de 2024 (6,6%). No confronto contra 2019 (11,8%), ano anterior à pandemia de Covid-19, o recuo foi de 6,2 p.p. Frente a 2012, quando a taxa foi de 7,4%, o recuo foi de 1,8 p.p.
A população desocupada no ano totalizou 6,2 milhões de pessoas em 2025, com queda de cerca de 1,0 milhão (-14,5%) frente a 2024 (7,2 milhões de pessoas).
A população ocupada chegou a 103 milhões de pessoas em 2025, batendo o recorde da série histórica, iniciada em 2012, ficando 1,7% acima de 2024. Frente ao valor de 2012 (89,3 milhões de pessoas), houve aumento de 15,4%.
Também foi recorde o nível da ocupação (percentual ocupados na população em idade de trabalhar), estimado em 59,1% em 2025, 0,5 p.p. a mais que em 2024 (58,6%). Em 2012, o indicador havia registrado 58,1%.
A estimativa anual da taxa composta de subutilização foi de 14,5%, redução de 1,7 p.p. em relação a 2024, quando a taxa era estimada em 16,2%. Esse indicador foi de 24,4% em 2019, 15,8% em 2014 e 18,6% em 2012.
A estimativa anual da população subutilizada (16,6 milhões de pessoas em 2025) recuou 10,8% frente a 2024. Apesar da redução, esse contingente está 2,0% acima do menor nível da série, atingido em 2014 (16,3 milhões de pessoas).
O contingente de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas em 2025, estimado em 4,6 milhões de pessoas, recuou 7,0% frente ao ano anterior.
Em 2025, a estimativa anual da população desalentada diminuiu 9,6% ante 2024, alcançando 2,9 milhões de pessoas. A maior estimativa para essa população ocorreu em 2021 (5,5 milhões) e a menor, em 2014 (1,6 milhão de desalentados).
O número de empregados do setor privado com carteira de trabalho aumentou em 2,8% em 2025 frente a 2024, e chegou a 38,9 milhões de pessoas, o valor mais alto da série iniciada em 2012.
Já a estimativa anual de empregados sem carteira de trabalho caiu 0,8% em 2025 e foi para 13,8 milhões de pessoas. Em relação a 2014, quando a estimativa havia sido de 10,7 milhões de pessoas, o aumento foi de 28,8%.
O número de trabalhadores por conta própria totalizou 26,1 milhões em 2025, alta de 2,4% na passagem de 2024 para 2025. Frente a 2012, início da série, quando esse contingente foi o menor da série (20 milhões), houve alta de 30,4%.
Em 2025, o número de trabalhadores domésticos caiu 4,4%, alcançando 5,6 milhões de pessoas.
A taxa anual de informalidade passou de 39,0%, em 2024, para 38,1% em 2025.
O valor anual do rendimento real habitual foi estimado em R$ 3.560, valor 5,7% maior (R$ 192) que o estimado para 2024. Frente a 2012, houve um aumento de 15,5%.
O valor anual da massa de rendimento real habitual chegou a R$ 361,7 bilhões, o maior da série, com alta de 7,5% (mais R$ 25,4 bilhões) em relação a 2024. De 2012 a 2024, essa massa de rendimentos cresceu 36,1%.
Estimativa anual da população ocupada por grupamento de atividades em 2024
Entre as atividades, Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com alta de 6,8%, teve o maior aumento percentual de população ocupada em 2025 frente a 2024, totalizando 13,4 milhões de pessoas. Em relação a 2012, o aumento de ocupação na atividade foi de 40,1% (mais 3,8 milhões de pessoas
Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, grupamento com mais pessoas ocupadas em números absolutos (19,5 milhões), teve pequena elevação frente ao ano anterior (0,3%), ocupando mais 62 mil pessoas em 2025. Em relação ao início da série, quando essa atividade ocupava 17,0 milhões de pessoas, houve aumento de 14,5%.
Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, segundo grupamento com maior contingente em 2025 (19 milhões), registrou aumento de 5,0% de pessoas ocupadas em relação a 2024. Frente a 2012, quando ocupava 14 milhões, houve crescimento de 34,9%.
Construção mostrou queda de 3,9% em 2025, menos 302 mil pessoas ocupadas, caindo para 7,4 milhões, frente ao registrado em 2024 (7,7 milhões). Na série histórica, após crescer quatro anos entre 2020 e 2024, o setor mostrou retração na ocupação.
A Indústria geral também teve aumento de 2024 para 2025, de 2,3%, chegando a 13,3 milhões de ocupados. Esse número está 2,7% acima do patamar de 2012 (13 milhões) e 0,5% abaixo de 2014, quando atingiu o maior contingente da série, de 13,4 milhões de pessoas.
Por outro lado, Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura cresceu 1,1%, totalizando 7,9 milhões de pessoas. Em relação ao início da série histórica em 2012, quando ocupava 10,1 milhões de pessoas, houve queda de 22,3%.
Outra queda na ocupação em 2025 foi observada em Serviços domésticos, que passou a ocupar 5,7 milhões de pessoas, -4,1% em relação a 2024, quando ocupava 6 milhões. Com queda de 243 mil pessoas ocupadas no ano, o grupamento se mantém em um patamar próximo ao registrado no início da série em 2012 (6 milhões). (com Agência IBGE)