ECONOMIA

BC: PIX já supera uso de cartão de débito e dinheiro vivo na hora de pagar as contas

Por GILBERTO MENEZES CÔRTES
gilberto.cortes@jb.com.br

Publicado em 04/12/2024 às 19:48

Alterado em 04/12/2024 às 19:48

Ambiente do Pix no app do Banco Central Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Pesquisa “O brasileiro e sua relação com o dinheiro”, que ouviu duas mil pessoas de maio a julho deste ano e foi divulgada nesta quarta-feira pelo Banco Central, mostra que o PIX superou o cartão de débito e o dinheiro como forma de pagamento mais usada, após quatro anos de seu lançamento, em 5 de outubro de 2020, em plena pandemia da Covid-19.

De acordo com a pesquisa, o serviço de pagamento instantâneo criado pelo BC é usado por 76,4% da população, além de ser aquele utilizado com maior frequência para 46% dos respondentes. Na edição anterior da pesquisa, em 2021, o PIX tinha entrado em operação há poucos meses, mas já era usado por 46% da população. No recorte sobre frequência, seu percentual era de 17%.

Em 2º lugar, no atual levantamento, aparece o uso do cartão de débito, utilizado por 69,1% da população, sendo o meio pagamento mais frequente para 17,4% dos entrevistados. O dinheiro em espécie (cédulas e moedas) aparece em terceiro lugar. Ele é utilizado por 68,9% da população e é o mais frequente para 22%.

Dinheiro em espécie

Mesmo com o PIX e toda a evolução tecnológica, o dinheiro em espécie ainda se faz bastante presente na vida dos brasileiros. De acordo com o estudo, 67,6% das mulheres e 70,5% dos homens utilizam as cédulas e moedas do real. Esse uso é mais intenso entre aqueles que possuem menor renda: 75% das pessoas que recebem até dois salários-mínimos (R$ 2.824) e 69% entre os que ganham entre dois e cinco salários-mínimos (até R$ 7.060).

Quando a renda aumenta um pouco, o uso do dinheiro em espécie se torna menos frequente: 59,4% das pessoas que auferem entre cinco e dez salários-mínimos (R$ 14.120) e 58,3% das que recebem acima deste valor utilizam notas e/ou moedas de real hoje em transações correntes.

O uso do dinheiro físico também é ligeiramente maior entre os idosos. De acordo com o levantamento, 72,7% das pessoas que têm 60 anos ou mais o utilizam; esse percentual cai para 68,6% entre aqueles que estão entre 16 e 24 anos.

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