ECONOMIA

IPCA foi de 0,42% em janeiro, 0,14 ponto percentual abaixo da taxa de dezembro

Por ECONOMIA JB
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Publicado em 08/02/2024 às 09:00

Alterado em 09/02/2024 às 16:48

O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 1,38% Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro foi de 0,42% e ficou 0,14 ponto percentual abaixo da taxa de dezembro (0,56%). Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,51%, abaixo dos 4,62% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2023, a variação havia sido de 0,53%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em janeiro. A maior variação (1,38%) e o maior impacto (0,29 p.p.) vieram do grupo Alimentação e bebidas, que acelerou em relação ao resultado de dezembro (1,11%). Na sequência, destaca-se a alta de Saúde e cuidados pessoais (0,83% e 0,11 p.p.).

Por sua vez, o grupo Transportes registrou queda no índice de janeiro (-0,65% e -0,14 p.p.). Os demais grupos ficaram entre o -0,08% de Comunicação e o 0,82% de Despesas pessoais.

O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 1,38% em janeiro, após subir 1,11% em dezembro. A alimentação no domicílio subiu 1,81%, influenciada pelas altas da cenoura (43,85%), da batata-inglesa (29,45%), do feijão-carioca (9,70%), do arroz (6,39%) e das frutas (5,07%).

A alimentação fora do domicílio (0,25%) desacelerou em relação ao mês anterior (0,53%). Tanto o lanche (0,32%) como a refeição (0,17%) tiveram altas menos intensas que as registradas em dezembro (0,74% e 0,48%, respectivamente).

Em Saúde e cuidados pessoais (0,83%), os itens de higiene pessoal subiram 0,94%, influenciados pelas altas do produto para pele (2,64%) e do perfume (1,46%). O plano de saúde (0,76%) e os produtos farmacêuticos (0,70%) também registraram alta em janeiro.

No grupo Habitação (0,25%), o resultado da energia elétrica residencial (-0,64%) foi influenciado pela incorporação de alterações nas alíquotas de ICMS em Recife (1,79%), Fortaleza (-0,27%) e Salvador (-9,11%), a partir de 1º de janeiro, bem como pela apropriação do reajuste de 13,00% nas tarifas em Rio Branco (5,00%), a partir de 13 de dezembro.

Ainda em Habitação, a alta da taxa de água e esgoto (0,83%) foi influenciada por reajustes tarifários aplicados nas seguintes áreas de abrangência da pesquisa: de 31,75% em São Luís (25,61%), a partir de 5 de janeiro; reajuste médio de 4,21% em Belo Horizonte (5,55%), a partir de 1º de janeiro, e de 4,18% em Campo Grande (3,65%), a partir de 3 de janeiro. Em gás encanado (0,22%), os seguintes reajustes tarifários foram incorporados: de 3,30% em São Paulo (2,27%), a partir de 10 de dezembro; redução média de 0,45% no Rio de Janeiro (-0,46%) a partir de 1° de janeiro; e redução de 6,82% em Curitiba (-6,38%), também a partir de 1º de janeiro.

No grupo Transportes (-0,65% e -0,14 p.p.), houve queda na passagem aérea, subitem com maior impacto individual no índice do mês (-15,22% e -0,15 p.p.). Em relação aos combustíveis (-0,39%), houve recuo nos preços do etanol (-1,55%), do óleo diesel (-1,00%) e da gasolina (-0,31%), enquanto o gás veicular (5,86%) registrou alta. O subitem táxi apresentou alta de 1,25% devido aos reajustes, a partir de 1º de janeiro, de 4,21% no Rio de Janeiro (3,95%) e de 4,61% em Salvador (4,31%).

Ainda em Transportes, a variação do ônibus urbano (-0,92%) foi influenciada pelo reajuste médio de 16,67% em Belo Horizonte (15,89%), a partir de 29 de dezembro; em Vitória (2,27%), reajuste de 4,53%, a partir de 14 de janeiro; e em São Paulo (-13,66%), pela aplicação de gratuidade nas tarifas aos domingos e em algumas datas comemorativas, a partir de 17 de dezembro. Ainda em São Paulo, houve reajuste de 13,64% nas tarifas de trem (12,73%) e metrô (12,73%) a partir de 1º de janeiro. Por conta das informações mencionadas, a integração transporte público caiu 6,34% nessa área.

Quando analisados as áreas investigadas pela pesquisa, somente Brasília (-0,36%) teve variação negativa em janeiro, influenciado pela queda nos preços da passagem aérea (-21,31%). Já a maior variação foi registrada em Belo Horizonte (1,10%), por conta da alta do ônibus urbano (15,89%).

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de dezembro de 2023 a 29 de janeiro de 2024 (referência) com os preços vigentes no período de 1º de dezembro a 29 de dezembro de 2023 (base). O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

INPC tem alta de 0,57% em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC teve alta de 0,57% em janeiro, 0,02 p.p. acima do resultado observado em dezembro (0,55%). O INPC acumula alta de 3,82% nos últimos 12 meses, acima dos 3,71% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2023, a taxa foi de 0,46%.

Os produtos alimentícios passaram de 1,20% de variação em dezembro para 1,51% em janeiro. A variação dos não alimentícios foi menor: 0,27% em janeiro frente à alta de 0,35% no mês anterior.

Nos índices regionais, somente Brasília (-0,08%) teve variação negativa em janeiro, influenciado pela queda nos preços da passagem aérea (-21,31%). A maior variação ocorreu em Belo Horizonte (1,54%), puxada pelas altas da batata-inglesa (41,62%) e do ônibus urbano (15,89%).

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de dezembro de 2023 a 29 de janeiro de 2024 (referência) com os preços vigentes no período de 1º de dezembro a 29 de dezembro de 2023 (base). O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários-mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. (com Agência IBGE)

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