ECONOMIA

Depois de quatro baixas, Petrobras sobe a gasolina e o diesel

Por GILBERTO MENEZES CÔRTES
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Publicado em 15/08/2023 às 11:49

Alterado em 15/08/2023 às 11:49

Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio Fernando Frazão/Agência Brasil

Após quatro baixas seguidas desde 1º de março, quando implantou a nova política de preços, a Petrobras não resistiu à alta do dólar e dos preços do petróileo no mercado internacional e anunciou hoje que elevará, a partir desta 4ª feira, em R$ 0,41 por litro o seu preço médio de venda de gasolina A para as distribuidoras, que passará a custar R$ 2,93 por litro, um aumento de 16,27%.
Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,14 a cada litro vendido na bomba. No ano, a variação acumulada do preço de venda de gasolina A da Petrobras para as distribuidoras é uma redução de R$ 0,15 por litro.

Para o diesel, depois de cinco baixas no ano, a Petrobras aumentará em R$ 0,78 por litro o seu preço médio de venda de diesel A para as distribuidoras, que passará a ser de R$ 3,80 por litro, ou avanço de 25,83%. Considerando a mistura obrigatória de 88% de diesel A e 12% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 3,34 a cada litro vendido na bomba. No ano, a redução acumulada para o diesel ainda é de R$ 0,69 por litro.

Ações sobem mais de 4%

A reação no mercado de ações foi altamente positiva à flexibilidade da política de preços, que era vista com reservas pelos investidores. Os papéis PN (Petra4) chegaram a subir mais de 4% até às 11 horas, passando a registrar movimento de realização de lucros desde então. Às 11:20 Petra4 era cotada a R$ 3,79, com alta de 3,75. O Ibovespa subia 0,37%, aos 117.241 pontos, interrompendo nove pregões seguidos de baixa.

Em nota, a Petrobras destaca que “o valor efetivamente cobrado ao consumidor final no posto é afetado também por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e da revenda”.

A estatal esclarece “que a implementação da estratégia comercial, em substituição à política de preços anterior, incorporou parâmetros que refletem as melhores condições de refino e logística da Petrobras na sua precificação. Em um primeiro momento, isso permitiu que a empresa reduzisse seus preços de gasolina e diesel e, nas últimas semanas, mitigasse os efeitos da volatilidade e da alta abrupta dos preços externos, propiciando período de estabilidade de preços aos seus clientes”.

No entanto, a consolidação dos preços de petróleo em outro patamar, e estando a Petrobras no limite da sua otimização operacional, incluindo a realização de importações complementares, torna necessário realizar ajustes de preços para ambos os combustíveis, dentro dos parâmetros da estratégia comercial, visando reequilíbrio com o mercado e com os valores marginais para a Petrobras” A companhia “reitera que na formação de seus preços busca evitar o repasse da volatilidade conjuntural do mercado internacional e da taxa de câmbio, ao passo que preserva um ambiente competitivo salutar nos termos da legislação vigente”.

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