ECONOMIA
Planos de Saúde individuais vão ficar 9,6% mais caros
Por GABRIEL MANSUR
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Publicado em 12/06/2023 às 15:00
Alterado em 12/06/2023 às 15:42
Mais de 8 milhões de pessoas serão afetadas com aumento Foto: Agência Brasil
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou, nesta segunda-feira (12), o reajuste máximo de 9,63% no preço dos planos de saúde individuais e familiares no Brasil. O aumento vai atingir cerca de 8 milhões de consumidores, que representam cerca de 16% do total de beneficiários.
O valor foi definido e aprovado durante reunião dos diretores da agência. A mudança terá validade de 1º de maio (retroativo) até 30 de abril de 2024. Ou seja, os boletos dos meses seguintes - julho e agosto - terão, além do reajuste mensal, a compensação que não foi paga nos 60 dias anteriores.
O reajuste é válido para os planos médico-hospitalares contratados a partir de janeiro de 1999 ou que foram adaptados à nova legislação (Lei nº 9.656/98).
O aumento anual é aplicado pelas operadoras na data de aniversário dos contratos (mês da contratação dos serviços) e não envolve os planos coletivos, sejam eles empresariais ou por adesão.
O cálculo é baseado na diferença das despesas assistenciais por beneficiário dos planos de saúde individuais de um ano para o outro.
De acordo com o levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar, em dezembro de 2022, o setor totalizou 50.493.061 usuários em planos de assistência médica, sendo 8,9 milhões familiares ou individuais.
A ANS mantém um guia na sua página na internet, onde o consumidor pode pesquisar todos os planos de saúde comercializados no país.
Histórico
Em 2022, a ANS aprovou um reajuste anual máximo de 15,5% para os planos individuais e familiares. Foi a maior alta autorizada desde 2000, quando entrou em vigor o modelo atual de reajuste. Dessa forma, o índice de 2022 resultou da variação das despesas assistenciais ocorridas em 2021 em comparação com as despesas assistenciais de 2020, segundo a ANS.
No ano anterior, foi determinado um reajuste negativo de -8,19% nos planos de saúde individuais em razão da queda provocada pela pandemia no uso de serviços médicos, com adiamento de procedimentos como cirurgias e exames.
Para a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), a oscilação de 2021 para baixo e de 2022 para cima foram efeitos da transferência das despesas médicas por conta do período de isolamento para o combate da pandemia