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Economia

BC vê queda forte do PIB no 1º semestre e Selic próxima de limite efetivo mínimo

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O Banco Central avaliou que a atividade econômica brasileira atingiu o fundo do poço em abril e ressaltou que seu cenário básico considera queda forte do Produto Interno Bruto (PIB) em todo o primeiro semestre, ante avaliação anterior de contração profunda no segundo trimestre.

A mensagem veio em ata do Comitê de Política Monetária (Copom) publicada nesta terça-feira, na qual o BC também apontou que o país já estaria próximo do limite efetivo mínimo para a taxa básica de juros Selic, a partir do qual novos cortes seriam contraproducentes. Na semana passada, o BC cortou os juros básicos em 0,75 ponto percentual, à nova mínima histórica de 2,25% ao ano.

A nova projeção do BC para o PIB deste ano sairá na quinta-feira, no Relatório Trimestral de Inflação. Em sua última estimativa, feita em março, a autoridade monetária ainda via crescimento zero para a economia em 2020. Já em maio, o BC previu que a contração profunda do PIB ocorreria de abril a junho.

“Dados relativos ao segundo trimestre corroboram a perspectiva de forte contração do PIB no período e sugerem que a atividade atingiu o seu menor patamar em abril, havendo recuperação apenas parcial em maio e junho”, disse o BC nesta terça-feira.

“O cenário básico considerado pelo Copom considera uma queda forte do PIB na primeira metade deste ano, seguida de uma recuperação gradual a partir do terceiro trimestre”, acrescentou.

Na ata, o BC voltou a afirmar que o impacto da pandemia de coronavírus sobre a economia será desinflacionário e associado a forte aumento do nível de ociosidade dos fatores de produção. Por outro lado, ponderou que os programas de estímulo ao crédito e de auxílio à renda lançados pelo governo podem recompor “parte significativa” da demanda agregada que seria perdida pela crise com o surto de Covid-19.(Com agência Reuters)