População se aglomera para receber auxílio emergencial do governo

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Sem respeitar a distância mínima recomendada de um metro para evitar a propagação do vírus, o cenário de aglomeração se repete em vários bairros do Rio (Foto: AFP / Mauro Pimentel)

Horas de espera, ansiedade e frustração: muitos brasileiros têm se aglomerado nesses dias nas portas de bancos públicos para tentar receber o subsídio que o governo está disponibilizando aos mais vulneráveis em meio à crise econômica causada pelo novo coronavírus.

Nesta quarta (29), o pedreiro Alexandre Alves era apenas uma das centenas de pessoas enfileiradas do lado de fora de uma agência da Caixa Econômica Federal situada no bairro do Rio Comprido, no Rio de Janeiro.

"Cheguei às duas da manhã para ser um dos primeiros da fila. São quase dez horas e o banco ainda não está aberto. É incrível como o governo está nos tratando", disse este homem, de 54 anos, que usava uma máscara.

Sem respeitar a distância mínima recomendada de um metro para evitar a propagação do vírus, o cenário de aglomeração se repetiu em outros bairros do Rio de Janeiro, como Copacabana e Ipanema, e também em outras cidades do Brasil.

O auxílio consiste em três pagamentos mensais de R$ 600 reais para os desempregados, microempresários ou trabalhadores informais com baixa renda.

No caso das mães responsáveis pelo sustento da família, o valor concedido pode chegar a R$ 1.200.

A Caixa Econômica Federal, que disponibiliza o benefício, está realizando uma campanha para que as pessoas se registrem virtualmente e em aplicativos móveis. No entanto, o banco afirma que muitas pessoas ainda vão às agências pessoalmente.

"Levantamento da Caixa aponta que apenas uma pessoa a cada cinco que buscaram presencialmente o banco nessa segunda-feira (27) tinha direito ao saque na referida data", informou o banco, que projetou um esquema de pagamento escalonado por data de nascimento, com objetivo de evitar a formação de multidões.

Segundo o banco, mais de 44 milhões de brasileiros já tiveram acesso ao auxílio, e até 60 milhões cumprem os requisitos para recebê-lo.(AFP)