Jornal do Brasil

Economia

Fintech brasileira participa de conferência sobre refugiados venezuelanos na União Europeia

Jornal do Brasil REDAÇÃO JB, redacao@jb.com.br

O Social Bank - fintech que permite que pessoas e empresas realizem qualquer tipo de transação entre si a partir de contas de pagamento digital - participou da Conferência Internacional da Solidariedade com os Refugiados Venezuelanos e Crise Migratória, na sede da União Europeia (UE), na capital da Bélgica, Bruxelas. Evento foi organizado pela UE, pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e pela Organização Internacional para as Migrações (OIM). A startup opera em todo o país e foi convidada ao evento por conta de seu projeto de inclusão de refugiados no ambiente financeiro, e foi representada por seu diretor de propósito & pessoas, Alonso Neto, e por Mariana Assis, executiva de relacionamento do Social Bank. O Social Bank atua diretamente na inclusão de refugiados no Brasil que, em sua maioria, permanecem em condição de miséria e vulnerabilidade.

Macaque in the trees
Alonso Neto, do Social Bank (Foto: Divulgação)

Por meio do evento, as agências humanitárias e a União Europeia pediram uma ação urgente e coordenada para atender a milhões de refugiados e migrantes da Venezuela. Durante a conferência, foram compartilhados o acesso à uma plataforma, com informações atualizadas sobre as migrações - AQUI - e os dados referentes às respostas a esta crise. As diretrizes alinhadas durante a conferência e as informações disponibilizadas via plataforma estão norteando - e continuarão a guiar, no decorrer de 2020 - ações afirmativas no Brasil e demais países da América Latina afetados.

Conforme comenta Alonso Neto, diretor do Social Bank, mais de oito em cada dez venezuelanos que saíram de seu país permanecem no subcontinente. “Ao todo, são 4,5 milhões de pessoas que abandonaram o país, 15% da população total, e não há perspectiva de melhora do cenário político na Venezuela, portanto, ao final de 2020, estima-se que 8 milhões de venezuelanos tenham migrado para países vizinhos. Nunca houve um fluxo migratório tão grande quanto este em um período tão curto de tempo e, no Ocidente, é a mais grave crise humanitária de que se tem registro”, diz.

Alonso Neto conta que as diretrizes transmitidas durante o evento orientam para que a primeira resposta para a questão seja o acolhimento destas pessoas, que estão precisando de cuidados básicos. “O primeiro passo é alimentar e cuidar da saúde dos refugiados. Com a Operação Acolhida, coalizão entre poder público, exército, empresas e sociedade civil, o Brasil tornou-se referência neste sentido. O projeto vai além e oferece ainda documentação aos refugiados”, acrescenta.

O segundo passo, prossegue o diretor de propósito e pessoas, está na integração dos refugiados às respectivas sociedades: possibilitar o acesso à renda e a oportunidades de emprego para os pais e, para as crianças, o acesso à educação. “Neste sentido, recentemente, o Social Bank fechou uma parceria com agências de auxílio a refugiados, para emitir cartões e possibilitar via internet banking a transferência dos recursos dessas agências para a conta digital dos venezuelanos”, conta.

O objetivo é que os refugiados tenham acesso a uma forma prática e segura de guardar e gastar este dinheiro. Já para as agências humanitárias, o projeto representará maior praticidade na hora de gerir os recursos e fazer os pagamentos. Uma das muitas funcionalidades de se utilizar a solução do Social Bank é que, se algum cartão eventualmente for perdido, ou não estiver sendo utilizado, as agências humanitárias poderão remanejar os valores dentro de sua conta, repassando os valores para novos cartões.

O projeto ratifica a propósito do Social Bank, que é transformar a forma com que o mundo lida com o dinheiro em uma relação mais saudável, humana, colaborativa, justa e transparente. Um dos pilares da empresa é a busca constante em traçar paralelos entre lucro e propósito. É algo que molda os produtos e serviços da fintech e resulta na formação de um ecossistema financeiramente sustentável, que envolve tanto clientes pessoa física quanto clientes empresas, onde todos saem beneficiados de alguma forma.

Já para o diretor de estratégia e produtos da fintech, Alisson Idaló, ao fornecer a conta digital e cartões Social Bank para auxiliar as agências humanitárias a realizar o pagamento dos benefícios aos refugiados, a empresa fortalece seu propósito de olhar para as necessidades do ser humano em primeiro lugar. “É gratificante quando nossas soluções e produtos funcionam também como uma ponte para causar um impacto positivo na vida das pessoas, principalmente aquelas que atravessam um momento de vida tão complicado”, comenta.