Desmando e Caos: presidente da Light pode ser destituída

Ana Marta Veloso é processada por crime de calúnia e difamação. A LIGHT não quis se pronunciar sobre o caso.

O cenário era teatral. Dezenas de potenciais compradores de ações (representantes de bancos e fundos principalmente) da Light que seriam colocadas à venda ouviam atentamente a apresentação da Presidente da empresa, a ex-executiva do Banco BTG de André Esteves.

Em determinado momento, sem mostrar as centenas de milhões de reais em passivo não contingenciado, perda de R$ 600 milhões em "put" com garantia a bancos e da pesada perda por furto de energia em comunidades controladas pela milícia, problema para o qual, ela e a diretoria não tomam providências, Ana Marta Veloso declara para todos os participantes do evento que a "a Light, sob sua gestão, estava agindo com vigor no combate ao furto de energia e que naquela semana havia descoberto o crime em dois restaurantes de luxo em Ipanema" .

E, sem esperar o laudo conclusivo, citou o nome dos dois estabelecimentos, o que é proibido pelo código do consumidor e pela Aneel.

O resultado é que houve uma perícia policial e que não conclusiva se houve o furto por "gato". Mais do que isso nos últimos 6 meses não houve alteração do consumo de energia, em ambos os restaurantes, conforme contas de energia apresentadas no inquérito.

Em um deles, houve redução de consumo por conta do fechamento de um dos dois andares do estabelecimento.

Além da ação criminal na justiça do Rio, os restaurantes acusados denunciaram também o ocorrido à Aneel para que sejam tomadas as devidas medidas de penalidade contra Ana Marta Veloso e o Diretor comercial, Dalmer Alves de Souza.

Dalmer chegou a enviar una carta em que mente ao proprietário do restaurante afirmando que a presidente Ana Marta não citou os nomes dos restaurantes.

Mas dois executivos que participaram do "follow on" vão testemunhar em juízo que ouviram, sim, Ana Marta citar o nome dos restaurantes.

A Light não quis se pronunciar sobre o caso.