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Ibovespa opera em queda e perde os 100 mil pontos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A forte queda dos mercados com a retração chinesa e alemã se estende nesta quinta-feira (15). A Bolsa brasileira continua em queda, com recuo de 0,63%, a 99.616 pontos por volta das 12h11. Este é o menor patamar do Ibovespa em cerca de um mês. Desde 19 de junho, o índice não fecha abaixo dos 100 mil pontos.

O dólar tem queda de 0,66%, a R$ 4,014, com o anúncio de que o Banco Central vai intervir no câmbio. Apesar da venda de dólares à vista das suas reservas internacionais e contratos de swap cambial começar apenas na próxima quarta (21), a medida já tem efeitos no mercado.

"A tendência é que o anúncio do BC por si só dê um impacto para vir abaixo dos R$ 4. Na semana que vem, começa a recuar mais (com o início dos leilões)", afirma Mauriciano Cavalcante, diretor de câmbio do banco Ourominas.

No exterior, o viés é negativo para as principais Bolsas globais. A Bolsa de Londres recua 1,2% e Frankfurt, 0,7%. Em Nova York, o índice Dow Jones segue estável, enquanto Nasdaq recua 0,3%. O S&P 500 destoa do cenário e sobe 0,24%, puxada pela empresa de tecnologia Agilent, que sobe 8%, e pelo Walmart, que sobe 4%, após ambas reportarem bons resultados no segundo trimestre.

No Brasil, a queda é impulsionada por Petrobras e Vale, com a desvalorização internacional do petróleo e do minério.

As ações preferenciais, mais negociadas, da Petrobras recuam 1,8% e as ordinárias, com direito a voto, 1,66%. O barril de petróleo Brent cai 2,35% neste pregão, a US$ 58,08, após queda de 3% na véspera.

A Vale perde 1,67%, a R$ 44,13. Nesta sessão, o minério de ferro caiu 1,7%, a US$ 89, menor patamar desde maio.