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Economia

Economia recua 0,68% no 1º tri, diz indicador do Banco Central

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A atividade econômica brasileira registrou retração de 0,68% no primeiro trimestre de 2019, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (15).

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) recuou também na comparação de março com o mês anterior, apresentando queda de 0,28%. Economistas ouvidos pela Bloomberg e também a agência Reuters projetavam queda de 0,20% para o período.

O mau desempenho da economia brasileira nos primeiros três meses deste ano já havia se refletido nos dados do IBGE para indústria e serviço no período. Segundo o instituto, a indústria fechou o primeiro trimestre do ano com queda de 0,7%, enquanto o segmento de serviços teve retração de 0,6%.

O comércio, apesar de encerrar o período com alta de 0,2%, fechou março 6,1% abaixo do pico atingido pelo setor nos meses de outubro e novembro de 2014, segundo informações do IBGE.

As preliminares do desempenho econômico do Brasil em 2019 fizeram o mercado revisar nas últimas semanas suas projeções de crescimento para o ano.

Nesta segunda (13), economistas ouvidos pelo BC reajustaram para baixo pela 11ª semana seguida a previsão do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Segundo a pesquisa Focus, a projeção agora é que o crescimento fique em 1,45%.

Na mesma data, o Itaú divulgou que o desempenho da economia brasileira neste ano não deve ser superior ao do ano passado. Já o Bradesco havia cortado sua estimativa para 1,1% na semana passada, consolidando a expectativa de que a economia terá mais um ano perdido.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, nesta terça-feira (14), que a economia brasileira está no "fundo do poço", ao comentar que as projeções já indicam um crescimento de 1,5% do PIB neste ano.

"Vocês vão ver que o crescimento, que era de 2% quando eles fizeram as primeiras simulações, já caiu para 1,5%. Quando cai para 1,5%, as receitas são menores ainda, e aí já começam os planejamentos de contingenciamentos de verbas. Já começam as trajetórias futuras de despesas a serem apertadas", disse Guedes, ressaltando que, desde o começo do governo, as projeções da equipe econômica e do mercado estão alinhadas.