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Ibovespa volta a 11 de janeiro

Dólar tem recorde do ano em reação a twitter de Bolsonaro; ações de empresas educacionais caem com Lava Jato

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Na economia é comum se dizer que o ano começa de fato no Brasil depois do Carnaval. Este ano, na Bovespa, 2019 parece estar recomeçando. Empurrado pela terceira queda seguida da Bolsa de Nova Iorque, na volta do feriadão de Carnaval, que fez o mercado financeiro operar só após as 13 horas, o mau humor tomou conta de operadores e investidores, preocupados com a repercussão do twitter obsceno do presidente Jair Bolsonaro na segunda-feira.

O dólar registrou a maior cotação de 2019, fechando a R$ 3,8347, com alta de 1,41% após três dias sem negócios. Já o Ibovespa operou em queda, de 0,41% caindo a 94.216,87 pontos, nível mais baixo desde os 93.658 pontos de 11 de janeiro, acompanhando os indicadores de Nova Iorque, após o Federal Reserve prever que o baixo crescimento será o "novo normal" para a economia dos Estados Unidos" e os temores de perda de consistência na base de apoio do governo para a batalha da reforma da Previdência.

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Após três dias parado frente a Nova Iorque, os papéis das empresas com mais liquidez e ADRs negociados nos EUA, como Petrobras, Itaú, Bradesco e JBS foram os que mais caíram. Entre as blue chips, a única em alta foi Vale ON, que subiu 2,8% reagindo ao afastamento da direção da companhia durante o Carnaval.

Lava Jato derruba Educacionais

O destaque negativo foi a baixa mais acentuada das empresas de educação negociadas no mercado, depois que o presidente Jair Bolsonaro chamou a atenção na segunda-feira para a "Lava Jato na Educação". A operação visa investigar as relações das grandes empresas de educação com verbas públicas e programas como o Fies, de financiamento de bolsas de estudo.

"Há algo de muito errado acontecendo: as prioridades a serem ensinadas e os recursos aplicados. Para investigar isso, o Ministério da Educação junto com o Ministério da Justiça, Polícia Federal, Advocacia e Controladoria Geral da União criaram a Lava Jato da Educação", disse o presidente. Segundo o presidente, os dados iniciais da investigação revelam "indícios muito fortes" de que a máquina está sendo usada para a manutenção de "algo que não interessa ao Brasil". Ele ainda completou que sabe que isso pode acarretar greves e movimentos coordenados, "prejudicando o brasileiro".

Sendo um círculo de menor liquidez, o impacto baixista nos papéis ligados à educação foi forte. Kroton ON, principal grupo do país, teve queda de 3,22%, fechando a R$ 10,52. Estácio ON, caiu 3,28% a R$ 26,52. Já Ser Educacional ON desvalorizou 1,73% para a R$ 18,71, enquanto Anima Educação ON, fechava em baixa de 1,70% a R$ 17,95. O grupo controla, desde 2014, a Universidade Veiga de Almeida, do Rio de Janeiro.