Negociações EUA-China são estendidas até amanhã

WASHINGTON - As negociações entre Estados Unidos e China serão estendidas até amanhã em Washington, disse ontem o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, enquanto o presidente Donald Trump afirmou haver grandes chances de alcançar um acordo comercial. Trump disse que espera ter uma reunião sobre comércio com seu homólogo chinês, Xi Jinping, em breve, "provavelmente" em março. O encontro poderia ocorrer em Mar-a-Lago, sua residência na Flórida.

Diante da imprensa no Salão Oval, Trump declarou que "estamos tendo conversas muito boas" com a China e anunciou ter alcançado um acordo "sobre a moeda", sem dar mais detalhes. Ele também admitiu considerar a possibilidade de ampliar o prazo da trégua comercial com a China para além de 1º de março, data-limite estabelecida para aumentar as tarifas aduaneiras de 10% a 25% sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas.

Macaque in the trees
Trump diz que conversas com a China estão indo bem e que espera ter reunião com Xi Jinping (Foto: Mandel Ngan/AFP)

Os americanos pedem a redução do déficit comercial com a China, mas também mudanças "estruturais", como interromper a transferência imposta de tecnologias, o respeito aos direitos de propriedade intelectual, o fim da pirataria cibernética e o levantamento de barreiras tarifárias.

Analistas alertam, porém, que será difícil para os líderes chineses adotar tais medidas e, em vez disso, deverão propor um aumento significativo na compra de produtos americanos para reduzir seu superávit comercial, uma questão sensível para Trump.

O Federal Reserve (Fed) alertou ontem que uma "intensificação das tensões comerciais" e um Brexit sem acordo são riscos para a perspectiva econômica dos EUA e para a estabilidade financeira global.