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Exportação de frango cai 14,7%

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As exportações de carne de frango in natura e processada somaram 281,8 mil toneladas em janeiro, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é 14,7% menor que o embarcado em igual mês de 2018, de 330,5 mil toneladas. Em receita, as exportações totalizaram US$ 453 milhões, 12,9% menos que em janeiro de 2018, quando as vendas externas somaram US$ 520,2 milhões.

Segundo a ABPA, as exportações de carne suína in natura e processada também caíram no primeiro mês do ano. Os embarques totalizaram 48,5 mil toneladas, volume 10,7% menor que as 54,4 mil toneladas exportadas no primeiro mês de 2018. A receita foi de US$ 91,6 milhões, queda de 17,8% em relação a janeiro de 2018, de US$ 111,4 milhões. “Houve retrações pontuais no fluxo de exportação, que deve ser retomado já em fevereiro”, disse, em nota, o presidente da ABPA, Francisco Turra.

Arábia Saudita

Ontem, o CEO da BRF, Pedro Parente, afirmou que a companhia trabalha para pelo menos retomar os níveis de embarque de carne de frango para a Arábia Saudita. No mês passado, o governo saudita anunciou o descredenciamento de cinco unidades brasileiras que exportavam a proteína ao país, das quais duas da BRF.

“Na realidade, há potencial até para aumentar ainda mais as vendas para a Arábia Saudita”, comentou o executivo em teleconferência com analistas para detalhar as vendas de unidades na Europa e Tailândia para a Tyson Foods.

Ainda sobre o mercado árabe, Parente ressaltou que a Arábia Saudita está entre os países em que a BRF pode atingir um crescimento inorgânico, ao lado da Turquia, previsto para os próximos anos. Este avanço pode acontecer a partir de 2021.

Questionado sobre as tarifas antidumping vigentes na China para o frango brasileiro, o CEO da BRF disse que as negociações destas taxas serão feitas em conjunto com o Ministério da Agricultura. “Não é algo que faremos sozinhos”, acrescentou.

Segundo representantes do setor, a China já aceitou diminuir as taxas e as negociações sobre os percentuais serão feitas caso a caso, com cada companhia do setor. Em relação ao mercado europeu, o diretor global de operações da BRF, Lorival Luz, comentou que o acordo de venda de ativos para a Tyson Foods inclui uma parceria para fornecimento de produtos, o que permitirá que a companhia brasileira acesse este mercado futuramente.