Dólar inverte para alta com ajustes, mas persiste otimismo com Previdência

O dólar no mercado à vista iniciou a sessão em baixa, mas inverteu para o lado positivo na manhã desta sexta-feira, 1º de fevereiro, e registrou máxima em R$ 3,6640 (+0,10%). O ajuste da moeda norte-americana ampara-se em compras após a divisa ter acumulado perdas de mais de 5% em janeiro, encerrando o mês no menor valor desde 26 de outubro de 2018, em R$ 3,6590 no mercado à vista.

Mais cedo, o dólar à vista caiu até uma mínima em R$ 3,650 (-0,25%), atraindo demanda. Já o dólar futuro de março ampliou a alta, depois de ter registrado mínima hoje cedo em R$ 3,6550 (+0,12%) e de ter acumulado queda de mais de 6,5% em janeiro. Na máxima, registrou R$ 3,670 (+0,53%).

Esses ajustes ocorrem em meio ao humor misto nos mercados internacionais e com expectativas otimistas para a reforma da Previdência, também por causa da esperança de vitória no Congresso de candidatos pró-reforma: Rodrigo Maia, na Câmara, e Renan Calheiros, no Senado.

No radar está ainda o início da rolagem do vencimento de swap cambial de março, de 196.222 contratos (US$ 9,811 bilhões). O BC fará leilão, das 11h30 às 11h40, de 10.330 contratos, o que equivale a US$ 516,5 milhões. Se mantiver o ritmo diário em fevereiro, a instituição fará a rolagem integral desse vencimento.

No exterior, há boas expectativas sobre as negociações comerciais sino americanas, porém, a queda de indicadores industriais de China, Alemanha e zona do euro reforça a tendência de desaceleração mundial.

O resultado da produção industrial brasileira de dezembro também veio fraco, mas o foco está no relatório de empregos de janeiro dos Estados Unidos (11h30). A previsão dos analistas é de criação de 170 mil vagas no país, bem abaixo dos 312 mil empregos abertos em dezembro.