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Economia

Taxas de juros têm viés de alta com cautela global

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Os juros futuros de curto prazo já sobem em meio à cautela persistente no exterior, após terem mostrado um viés de baixa na ponta curta mais cedo, sintonizados ao dólar fraco no mercado à vista e após o IPCA-15 de dezembro ter mostrado deflação de 0,16% ante alta de 0,19% em novembro. Já as taxas longas seguem exibindo ligeira alta, de olho no avanço generalizado do dólar no exterior.

O IPCA-15 teve uma queda maior que a mediana das estimativas do Projeções Broadcast (-0,12%), mas ficou dentro do intervalo esperado (-0,20% a -0,06%), e reforça a sinalização dada pelo Banco Central recentemente de que a Selic deve ficar estável em 6,50% por um bom tempo.

Às 9h38 desta sexta-feira, 21, o DI para janeiro de 2020 exibia 6,59%, de 6,58% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2021 estava em 7,39%, igual ao ajuste da véspera, enquanto o vencimento para janeiro de 2023 marcava 8,65%, ante mínima em 8,62% mais cedo, de 8,63% no ajuste anterior.

O DI para janeiro de 2025 exibia 9,29%, de 9,25% no ajuste de ontem. No câmbio, o dólar à vista recuava 0,09%, aos R$ 3,8521, enquanto o dólar futuro de janeiro de 2019 subia 0,25%, aos R$ 3,8515.

No mercado de câmbio, a moeda americana oscila sem direção única, refletindo um ajuste ao fechamento anterior, quando o dólar futuro de janeiro fechou bem abaixo (a R$ 3,8420) da cotação final no mercado à vista (a R$ 3,8561).

Por isso, esse contrato futuro mostra leve alta e o dólar à vista passou a cair, depois de exibir um viés positivo nos primeiros negócios sob influência da valorização externa.