Estados Unidos e China se enfrentam na OMC

Os Estados Unidos e a China demostraram nesta quarta-feira novamente suas tensas relações na Organização Mundial do Comércio (OMC), onde Washington acusou Pequim de se considerar intocável depois de ter violado várias regras comerciais.

Essa troca de acusações entre as duas principais potências econômicas mundiais ocorreu durante a última sessão de auditoria da política comercial dos Estados Unidos, uma análise à qual os 164 países membros da OMC são submetidos.

Na segunda-feira, a China criticou os Estados Unidos por renunciarem ao papel de líderes da economia mundial ao impor taxas alfandegárias e restrições para limitar as exportações de outros países.

O embaixador americano na OMC, Dennis Shea, ironizou o fato de que os Estados Unidos devem continuar a desempenhar um papel passivo diante da ameaça chinesa.

"Retire o jargão, e aqui está o argumento da China: a China vai forçar a transferência de tecnologia e roubá-la quando achar conveniente. A China despejará seus produtos em nossos mercados, alegando que tudo está bem, porque nossos consumidores pagam um pouco menos", disse Shea.

"Se os Estados Unidos se preparam para responder, isto significa que abusa de seu poder e age de forma irresponsável. Deveríamos, ao contrário, nos resignar a curar as feridas de nossos cidadãos. Isso é inaceitável", acrescentou o embaixador americano.

Hu Yingzhi, representante da China na OMC, respondeu que seu país não será o "bode expiatório" das inquietações do comércio americano, segundo comentário de uma autoridade presente nesta reunião em Genebra.

O diretor da Divisão de Relação Exteriores da OMC, Willy Alfaro, classificou o debate dos últimos dias como "animado".

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