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Economia

Dólar segue viés de baixa externo com petróleo e Fed no radar

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O dólar ante o real opera em linha com o viés de baixa da moeda americana no exterior nesta quarta-feira, 19. O ajuste reflete uma melhora de humor nos mercados internacionais, mas é limitado pela expectativa de continuidade do fluxo de saída de investidor estrangeiro do País e na espera pelo desfecho da reunião de política monetária do o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) no fim da tarde, segundo operador de mesa de câmbio de uma corretora.

Às 9h28, o dólar à vista caía 0,16%, a R$ 3,8979. O dólar futuro de janeiro recuava 0,40%, a R$ 3,8975.

No exterior, o ambiente de negócios está positivo nas bolsas e o dólar cai ante seus pares principais e opera misto frente a maioria das moedas emergentes e ligadas a commodities, mas sobe ante o peso mexicano e a lira turca.

A aposta para esta quarta do investidor é de uma alta de 0,25 ponto porcentual dos juros dos Fed Funds nos Estados Unidos, para a faixa de 2,25% a 2,50% ao ano, e uma sinalização de pausa ou desaceleração no ritmo de aperto por causa dos indícios de desaceleração da economia global e temores de que os EUA voltem a enfrentar uma recessão.

Se isso se confirmar, tende a favorecer as ações e a pressionar para baixo ainda mais o dólar e os rendimentos dos Treasuries no fim dos negócios desta quarta-feira.

Ajuda no bom humor externo nesta manhã também a recuperação parcial do petróleo, após o tombo da commodity nas últimas três sessões, e relatos de que a União Europeia aceitou uma proposta de déficit orçamentário do governo da Itália e de que as autoridades chinesas e dos EUA falaram sobre comércio por telefone nesta Quarta-feira.

Na Europa, os juros dos bônus italianos (BTPs) recuam e o euro e a libra se fortalecem. A primeira-ministra britânica, Theresa May, participa de sessão semanal de perguntas e respostas no Parlamento.

De mais relevante na agenda local hoje há a expectativa de que Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), preste depoimento ao Ministério Público do Rio. O filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse nesta terça-feira, 18, que o relatório do Coaf, que investigou movimentação atípica de Queiroz, veio à tona para "prejudicar" o futuro governo, admitindo, no entanto, haver "muita gente em situação similar".

Além disso, o Congresso Nacional adiou para esta quarta-feira a votação Orçamento de 2019, que estava na pauta de ontem - mas não que não obteve quórum para a votação. O presidente eleito Jair Bolsonaro tem reunião com sua futura equipe ministerial.