Sob influência de bolsas de NY, Ibovespa fecha em queda de 1,20%

A liquidez reduzida e o mau humor nas bolsas de Nova York foram elementos determinantes para a queda de 1,20% registrada nesta segunda-feira, 17, pelo Índice Bovespa, que fechou aos 86.399,68 pontos. Sem fatos de maior impacto no ambiente político doméstico, o cenário internacional foi mais uma vez a principal referência para os negócios. Lá fora, continuaram a pesar as dúvidas quanto ao ritmo da economia americana, às vésperas da reunião de política monetária do Federal Reserve.

O Ibovespa chegou a ensaiar uma alta pela manhã, quando atingiu a máxima de 87.819,90 pontos (+0,42%), mas perdeu o fôlego ainda com a indicação de abertura negativa em Nova York. As sucessivas mínimas do dia ocorreram durante todo o período da tarde, influenciadas principalmente pelas ações do setor financeiro, bloco de maior peso na carteira do índice.

O volume financeiro somou R$ 17,8 bilhões, incluindo os R$ 6,1 bilhões movimentados no exercício de opções sobre ações. Segundo operadores ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a redução dos negócios é resultado da combinação entre proximidade do final do ano e a cautela com os eventos dos próximos dias. Entre esses eventos está a reunião de política monetária do Federal Reserve, da qual se espera uma elevação das taxas de juros, mas um comunicado "dovish". Isso porque são crescentes as previsões de recessão nos Estados Unidos, apontada pelo achatamento da curva de juros.

Na análise por ações, as quedas que mais exerceram influência sobre o comportamento do Ibovespa foram as do setor financeiro, com destaque para B3 ON (-2,01%), Itaú Unibanco PN (-2,67%) e Bradesco PN (-1,95%). Na ponta oposta estiveram as ações de mineração e siderurgia, lideradas por Vale ON (+0,73%), acompanhando a recuperação de preços do minério de ferro e suas pares no exterior.

As ações da Petrobras enfrentaram volatilidade, com alternância de sinais, ao sabor do exercício de opções - pela manhã - e das oscilações dos preços do petróleo. Com o temor de desaceleração da economia global, a commodity teve fortes perdas. Assim, Petrobras ON e PN terminaram o dia com baixas de 1,06% e 0,78%, respectivamente.

No noticiário corporativo, os destaques estiveram concentrados no setor aéreo. Embraer ON teve alta de 2,51% com a aprovação da parceria da fabricante brasileira com a Boeing. O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra de Embraer. Smiles ON também subiu 2,51% após a sua controladora Gol (+0,17%) informar que revisará o primeiro projeto de incorporação da empresa.