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Economia

Itália reduz orçamento para atender às exigências de Bruxelas

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O governo italiano, uma coalizão de extrema direita e antissistema, revisou para baixo seu orçamento, em cerca de 4 bilhões de euros, para atender às exigências das autoridades europeias - disse um ministro nesta segunda-feira.

A redução de gasto afetará duas das principais medidas do governo: a reforma da previdência (promovida pela Liga, o partido de extrema direita do vice-primeiro-ministro Matteo Salvini) e a renda mínima cidadã para os mais desfavorecidos, um projeto do Movimento 5 Estrelas (M5S, antissistema), liderado por Luigi di Maio.

Decididos em uma longa reunião no domingo à noite entre Salvini, Di Maio, o chefe de governo, Giuseppe Conte, e o ministro das Finanças, Giovanni Tria, os cortes representam cerca de 2 bilhões de euros a menos para cada medida.

Segundo os novos cálculos, detalhados na segunda-feira pela imprensa, a renda mínima terá agora um orçamento de 7,1 bilhões de euros - e não de 9 bilhões de euros como até agora. Já o orçamento para a reforma da Previdência Social passaria de 6,7 bilhões de euros para 4,7 bilhões de euros.

O novo projeto de lei de finanças 2019 revisado terá, agora, de ser examinado pelo Senado.

"Há um acordo, que inclui posteriores reduções de impostos", disse Matteo Salvini após a reunião que durou quase quatro horas.

A Comissão Europeia pediu nesta quinta à Itália novos esforços para ajustar seu orçamento de 2019.

Na quarta-feira, o governo italiano propôs a Bruxelas reduzir seu déficit público até 2,04% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, em vez dos 2,4% iniciais, com a esperança de pôr fim ao enfrentamento com a União Europeia e evitar um procedimento por déficit excessivo.

 

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