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Economia

Taxas futuras de juros caem com dólar e melhora externa antes de decisão do Copom

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Os juros futuros operam em baixa nesta terça-feira, 11, pressionados pela queda do dólar ante o real em dia com leilão de linha de US$ 1 bilhão e início da reunião do Copom, que termina na quarta-feira (11). A melhora local acompanha a recuperação nas bolsas internacionais, após sinais de andamento das negociações comerciais entre Estados UNidos e China, paralelamente ao dólar mais fraco ante divisas principais e algumas emergentes e ligadas a commodities.

Na segunda-feira, 10, a curva de juros inclinou, com os curtos em baixa e os mais longos acompanhando a alta do dólar, que fechou acima dos R$ 3,920 no mercado à vista.

Nesta terça os juros curtos seguem beneficiados pela perspectiva de manutenção da Selic em 6,50%, na reunião do Copom. O IGP-M, revelado mais cedo, corrobora para o cenário tranquilo de preços, ao mostrar deflação de 1,16% na primeira prévia de dezembro, após ter recuado 0,11% na primeira prévia de novembro.

O pano de fundo local, no entanto, segue sendo de cautela com o futuro governo de Jair Bolsonaro, diante da indefinição sobre a reforma da Previdência, a questão das movimentações financeiras atípicas envolvendo um dos filhos e a esposa do presidente eleito e os conflitos dentro do seu partido, o PSL.

Nesta terça o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse que sem a reforma da Previdência "teremos que perguntar que impostos vamos aumentar".

Às 9h58, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 indicava 6,72, ante 6,76% no ajuste de segunda-feira. O DI mais negociado, para janeiro de 2021, caía a 7,760, ante 7,82% no ajuste anterior. No câmbio, o dólar à vista caía 0,69%, a R$ 3,8953. O dólar futuro de janeiro recuava 0,61%, a R$ 3,8975.

Também nesta manhã foi revelado que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,15% na primeira quadrissemana de dezembro, repetindo a variação de novembro, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Já o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou em seis das sete capitais pesquisadas pela FGV na primeira quadrissemana de dezembro na comparação com a leitura anterior. Na primeira medição deste mês, o IPC-S sofreu queda de 0,06%, após retração de 0,17% na última quadrissemana de novembro.