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Economia

Juros recuam com dólar após dado de Serviços fraco e antes de leilão do Tesouro

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Os juros futuros operam em baixa, em linha com a queda do dólar. Os investidores de renda fixa olham ainda os dados fracos de serviços no País, enquanto esperam o leilão do Tesouro de venda de LTN E NTN-F (11h30). No câmbio, investidores realizam lucros, após o dólar ter ultrapassado os R$ 3,820 na terça-feira. A queda ante o real vem depois de uma recuperação dos preços do petróleo e da mudança de postura do presidente do Senado, Eunício Oliveira, em relação à reforma da Previdência.

Em jantar ontem à noite com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, Eunício sinalizou que há possibilidade de avançar com a reforma da Previdência ainda neste ano, contrariando o que havia dito na semana passada.

Pouco antes do fechamento deste texto, terminou um café da manhã entre o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e Maia, em Brasília, mas Bolsonaro saiu sem falar com a imprensa. Os ajustes nesta manhã antecedem ainda o feriado de quinta-feira no Brasil.

Às 9h44, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 caía a 8,09%, de 8,14% no ajuste de terça-feira. O DI para janeiro de 2025 recuava a 10,10%, de 10,13% no ajuste de terça. No câmbio, o dólar à vista caía 0,61%, a R$ 3,8035. O dólar futuro de dezembro estava estável, a R$ 3,8080.

O IBGE informou mais cedo que o volume de serviços prestados teve um recuo de 0,3% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal. No mês anterior, o dado foi revisado de uma alta de 1,2% para avanço de 1,4%. O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam desde uma queda de 3,10% a um avanço de 2,30%, com mediana negativa de 0,10%.

Na comparação com setembro do ano anterior, houve alta de 0,5% em setembro deste ano, já descontado o efeito da inflação. Nessa comparação, as previsões iam de queda de 1,3% a aumento de 3,9%, com mediana positiva de 1,0%. A taxa acumulada pelo volume de serviços prestados no ano ficou negativa em 0,4%, enquanto o volume acumulado em 12 meses registrou perda de 0,3%.

Já o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) caiu 0,16% em novembro, após o aumento de 1,43% registrado em outubro. Essa deflação foi maior que a mediana de -0,14% calculada pelo Projeções Broadcast, mas ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas (-0,28% a +0,01%).