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Economia

Trump volta a criticar presidente do Fed por aumento de juros

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar, nesta terça-feira, a política monetária do Federal Reserve (Fed) e seu titular, Jerome Powell, que acusa de "ficar alegre ao aumentar as taxas de juros".

"Cada vez que fazemos algo genial, ele sobe as taxas de juros", lamentou Trump em entrevista ao Wall Street Journal, em referência direta a Powell, que o próprio presidente nomeou para o Fed.

"É quase como se ficasse contente em elevar as taxas de juros", declarou Trump, recordando que seu predecessor, Barack Obama, "teve taxas zero".

Desde o final de 2015 e após quase dez anos de taxas praticamente nulas para sustentar um crescimento que não decolava, o Fed foi progressivamente aumentando os juros, hoje oscilando entre 2% e 2,25%.

Para evitar o crescimento da inflação e o superaquecimento de uma economia fortemente estimulada pela redução de impostos adotada por Trump, o Comitê Monetário do Fed prevê para este ano um novo aumento dos juros, em 0,25%, e seguramente outros três em 2019.

Mas Trump, que se orgulha de sua "economia efervescente", avalia que a política monetária representa "o maior risco" diante de um "aumento das taxas demasiado rápido" por parte do Fed.

A economia americana cresceu 4,2% em ritmo anual no segundo trimestre, o maior nível em quatro anos.

Na próxima sexta-feira, o governo publicará a primeira estimativa da expansão para o terceiro trimestre, que deve ficar em torno de 3%, segundo os analistas.

Sobre se lamentava ter nomeado Powell para suceder Janet Yellen no Fed, Trump respondeu: "ainda é cedo para dizer, talvez sim".

"Só posso dizer que não estou contente com o Fed, porque Obama tinha taxas zero".

 

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