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Economia

Quinto leilão do pré-sal tem as quatro áreas arrematadas

Petroleiras estrangeiras protagonizam 5° leilão do Pré-sal. Petrobras tem participação tímida

Jornal do Brasil GABRIEL VASCONCELOS, gabriel.vasconcelos@jb.com.br

O quinto leilão do pré-sal transcorreu dentro dos planos do governo federal, com todas as quatro áreas em jogo arrematadas. Isso significa uma arrecadação imediata de R$ 6,82 bilhões em bônus de assinatura e, segundo o diretor da ANP, Décio Odonne, cerca de R$ 240 bilhões em royalties, óleo à União e tributos ao longo dos 35 anos de duração dos contratos de partilha. O ágio médio, a diferença entre as propostas e os mínimos de óleo lucro à União previstos no edital, foi de 170,5%.

Desta vez a clientela foi variada. Cada campo foi para um consórcio de petroleiras diferente. As áreas mais atraentes, Saturno e Titã, foram disputados por consórcios liderados, por um lado, pela norte-americana ExxonMobil e, por outro, pela holandesa Shell, que atuou com a também estadunidense Chevron e a colombiana Ecopetrol.

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Leilão do pré-sal transcorreu dentro dos planos do governo federal (Foto: Beto Herrera)

Primeiro campo a ser vendido, Saturno teve o ágio mais significativo. O consórcio Shell (50%) e Chevron (50%) propôs 70,20% do óleo-lucro para o estado, superando em muito a proposta do consórcio formado pela ExxonMobil e a QPI (Catar), que propuseram 42,49%. Como o mínimo exigido era 17,54%, o ágio de Saturno ficou em 300,23%, resultado muito comemorado pelos técnicos da ANP.

O caso de Titã foi bastante diferente, com propostas módicas. O campo acabou arrematado pelo consórcio anteriormente derrotado, formado pela ExxonMobil (64%) e QPI (36%), que ofereceu 23,49% do petróleo produzido à União. Como o mínimo era 9,53%, o ágio ficou em 146,48%.

Rejeitado na terceira rodada de licitações, o campo de Pau Brasil foi alvo da maior disputa. O consórcio formado pela britânica BP (50%), a Ecopetrol (20%) e a Chinesa CNOOC (30%) levou a melhor com uma oferta de 63,79%. A proposta superou, por muito pouco, a investida de 62,40% do pool formado pela francesa Total, a chinesa CNODC e a Petrobras. O ágio, neste caso, foi de 157,01%.

A Petrobras passava à margem do processo até o leilão da área Sudoeste de Tartaruga Verde, na qual foi a única a fazer proposta, igual ao mínimo previsto no edital: 10,01%. A estatal opera campos anexos e, por isso, teria concentrado forças nessa área. De toda forma, foi a participação mais tímida da empresa em toda a história dos leilões do pré-sal.



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