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Cine Ceará Festival Ibero-americano de Cinema começa hoje em Fortaleza

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O Cine Ceará - Festival Ibero-americano de Cinema começa hoje em Fortaleza com mais de 90 filmes. Nesta 28ª  edição, que abre com a exibição da ficção “O barco”, de Petrus Cariry, oito longas e 13 curtas concorrem ao troféu Mucuripe. Entre os destaques, estão a coprodução Brasil, Portugal e França “Diamantino”, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, vencedor do Grande Prêmio da Semana da Crítica no Festival de Cannes, e o colombiano “Senhorita Maria, a saia da montanha”, de Rubén Mendoza, que ganhou Melhor Direção no Festival de Cartagena; Prêmio Zonta Club Semana da Crítica de Locarno, Suíça; e Melhor Documentário no Festival Internacional de Amiens, França.

Escolhidos entre quase 300 inscrições, oito longas disputam o troféu Mucuripe, como os brasileiros “Eduardo Galeano Vagamundo”, documentário de Felipe Nepomuceno, “Anjos de Ipanema”, de Conceição Senna, e “O barco”. Também estão na disputa quatro longas que terão première nacional: o espanhol “Petra”, de Jaime Rosales; o chileno “Cabras de Merda”, de Gonzalo Justiniano; os colombianos “Amália, a secretária”, de Andrés Burgos; e “Senhorita Maria, a saia da montanha”.

Para a Competitiva Brasileira de curtas, há representantes de seis estados, dos quais quatro do Rio, três de São Paulo, dois do Ceará e Pernambuco e um de Goiás e Minas Gerais. Destacam-se o pernambucano “Nova Iorque”, de Leo Tabosa, com Hermila Guedes, e os cearenses “A canção de Alice”, de Bárbara Cariry, e “Capitais”, de Kamilla Medeiros e Arthur Gadelha. O número de curtas cearenses inscritos bateu recorde: 116 produções, 19 a mais do que em 2017. Desse total, dois foram selecionados para a Competitiva Brasileira de Curta-Metragem e 24 para a Mostra Olhar do Ceará. 

Nesses quase 30 anos de existência, o evento cresceu e se tornou um dos mais importantes do Nordeste e também do país. “Muita coisa mudou da primeira edição, em 1991, até agora. Começou como um evento com a temática apenas do centro da cidade, na quinta edição ganhou  o nome de Cine Ceará e, a partir de 2006, passou a ser um festival ibero-americano.  Acredito que o festival foi fundamental principalmente por criar estruturas de formação no Ceará e procurar se reinventar, afinal, quando começamos não existia nenhum curso superior de cinema no estado e hoje temos um na Universidade de Fortaleza e outro na Universidade Federal do Ceará”, conta Wolney Oliveira, diretor do Cine Ceará.  

O festival, que sempre focou no tripé formação, criação e difusão tem, entre as atividades deste ano, o II Seminário Descentralização da Produção Audiovisual no Centro-Oeste, Norte e Nordeste. “O Conne é uma entidade com três diretores, eu sou o da região Nordeste, o Renato Barbieri da Centro-Oeste e a Jorane Castro, do Norte. O Cine Ceará tem um peso político também muito importante dentro do contexto do audiovisual brasileiro”, explica Wolney. Além disso, dois cursos serão ministrados durante o evento: “Planejamento de Produção para séries de TV – exemplo ficção” – e “Formatação e Prestação de Contas/Projetos Incentivados/Leis Federais de Incentivo à Cultura”. 

Os homenageados desta edição serão o comediante Renato Aragão, na noite de abertura, e o ator Antonio Pitanga, na quinta-feira. No sábado será realizada a premiação e cerimônia de encerramento do festival. Paulo Mendonça, diretor do Canal Brasil, será homenageado. Na ocasião acontece a pré-estreia do primeiro capítulo da série “Cine Holliúdy: Francisgleydisson encara novos desafios”, com a presença do diretor Halder Gomes e do protagonista Edmilson Filho.