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'Lucy sem diamantes', destaca crítica sobre 'Oh Lucy!'

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Cercada de oportunistas, espertos, grosseiros e debochados, Setsuko é uma flor rara. Criada em estufa, ela ameaça florescer ao ser praticamente arremessada pela sobrinha a ter indesejadas aulas de inglês. Em apenas uma aula, o professor John rega essa espécime arredia e a rebatiza Lucy, trazendo luz e sentido a uma flor que cresceu nas sombras. Ao perder seu professor para os Estados Unidos natal dele, a ex-Setsuko se vê livre para ser finalmente Lucy, da cabeça aos pés, e soltar a gana de viver que sempre lhe faltou.

Inusitado e especial, esse longa de Atsuko Hirayanagi é um achado, se valendo de um leque de personagens não necessariamente originais, mas que acabam envolvidos em atmosfera e trama peculiares, dando um clima refrescante a essas vidas errantes. Sem esconder desde a primeira cena que se trata de um longa a tratar a depressão, “Oh Lucy!” ameaça escorregar na reta final, quando uma certa culpa recai sobre a protagonista.

Ao deslocar essa resolução rumo a um encontro que remeta a personagem-título a possibilidade de um novo desabrochar, o filme volta a fazer sentido para além do talento de Shinobu Terajima, que domina um elenco muito competente. Sempre agridoce, essa estreia na direção reflete a falta de empatia da sociedade atual sem recorrer a tragédias, num mundo onde no dia de amanhã pode ser você a beira do abismo. 

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OH, LUCY!: *** (Bom)

Cotaçõeso Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom

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