"A ‘cara’ do cinema brasileiro", destaca crítica sobre ”Todos os Paulos do mundo”

”Todos os Paulos do mundo”, de Rodrigo de Oliveira e Gustavo Ribeiro, é uma bela homenagem a carreira de Paulo José, um nome indelével à própria história do moderno cinema brasileiro. Ele não segue (ainda bem) o roteiro linear de um documentário convencional, para contar a trajetória do gaúcho, que foi para São Paulo (quando revelou aos pais que seria ator, foi “expulso’ de casa) e acabou se xando no Rio.

O próprio Paulo e cenas de seus lmes e narradores convidados se encarregam de nos contar, a história - às vezes, de forma poética - do menino que foi impregnado cedo pelo vírus do cinema -- porque morava atrás de um, em Bagé, e via tudo o que passava. Sobretudo, comédias de Laurel & Hardy (O Gordo e o Magro). No imaginá-rio dos cinélos desde os anos 1960, Paulo atravessou todas as fases do cinema nacional, e teve alguns de seus melhores momentos ao contracenar com atrizes como Leila Diniz (no marcante “Todas as mulheres do mundo”, de Domingos de Oliveira, que inspirou o nome do documentário); com sua esposa, Dina Sfat; e, com Marília Pera.

Uma bela homenagem a um grande ator, já na casa dos 80 anos -- e que convive com o mal de Parkinson há algum tempo --, sem nunca ter saído de cena (tem comparecido às prés do lme, onde é ovacionado). E, quem na sala, que tem uma ótima ceninha nal.

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