'Exercício de presunção', destaca crítica sobre 'Verdade ou Desafio'

Verdade: um dos piores filmes do ano. Desafio: alguém assistir e não achar que desperdiçou seu tempo ou dinheiro. “Verdade ou desafio” (“Truth or dare”) retrata um grupo de universitários que durante um feriadão no México se envolve com o jogo que dá título ao longa, numa igreja abandonada. De volta para casa, descobrem que a brincadeira macabra os acompanha A premissa é interessante, mas a realização é um fiasco. Personagens sem profundidade e um roteiro rasteiro ganham uma tentativa de impressionar e chocar pelas mãos do diretor Jeff Wadlows. Sem o talento necessário para essa empreitada, acaba com um filme que remeta as franquias de “O chamado” e “Premonição” – onde uma morte acontece atrás da outra. Considerando-se o sucesso desses dá para perceber que uma abordagem simples e tradicional fosse encontrar seu público. Aqui temos um nítido exercício de presunção focado em dois pilares que não se sustentam: uma preocupação exagerada em revelar os segredos ocultos das personagens, que por serem superficiais não provocam nenhum interesse, e o de achar uma explicação para a maldição que acompanha os jovens.

Olivia (Lucy Hale) é a protagonista que tenta desvendar a morte dos amigos e se safar. Essa motivação garante ao filme duas longas sequências (a da freira mexicana e a conclusão patética) que evocam mais tédio e deixam você pensando que elas poderiam facilmente ter acabado com a maldição do jogo, mas optaram pelo caminho da sequência.

*Tony Tramell é assistente de direção e jornalista

____________

VERDADE OU DESAFIO: * (Ruim)

Cotaçõeso Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom

____________