Conheça os pontos turísticos que marcam o Giro d'Italia

Tradicional prova ciclística completa 100 anos em 2017

Além de ser uma das provas mais tradicionais e competitivas do ciclismo mundial, o Giro d'Italia tem como pano de fundo algumas das mais belas paisagens naturais da Itália. A prova, que chega a sua 100ª edição em 2017, começou no dia 5 de maio e segue até o próximo dia 28 de maio, com 21 etapas.

Conheça alguns dos pontos mais bonitos da competição nos seus mais de 3,6 mil quilômetros percorridos.

A tradicional prova começou pela primeira vez em Alghero, na região da Sardenha, em uma cidade repleta de história e de praias encantadoras. Como foi ocupada por diversos povos ao longo da história, a cidade conta com fortificações de vários séculos e é uma das poucas praias que pode ser visitada durante o ano todo por conta do clima ameno.

Com várias praias de águas cristalinas, a primeira etapa terminou em Olbia, também na Sardenha. Fundada provavelmente por gregos em 7 a.C., a cidade tem como um de seus principais pontos turísticos a catedral de San Simplicio, construída entre os séculos 12 e 13 d.C., e a igreja de São Paulo Apóstolo, construída na período medieval.

De Olbia, os competidores seguiram ainda pela Sardenha até Tortolí, outra cidade com séculos de povoação e invadida por fenícios, romanos, bizantinos e espanhóis. Também repleta de praias de águas cristalinas, incluindo seis delas entre as famosas "praias de Bandeira Azul", que classifica a infraestrutura, as atitudes ambientais corretas e a qualidade de água. A localidade tem menos de 10 mil habitantes.

Na terceira etapa, os ciclistas deixaram Tortolí e se dirigiram à Cagliari, a capital da Sardenha, na maior das cidades visitadas na região. Com mais de mil anos de história, a cidade mistura todas as modernidades das grandes cidades com praias estonteantes e uma grande diversidade cultural para os visitantes.

Deixando a ilha da Sardenha, a quarta etapa começou em Cefalú, na Sicília, em mais uma região repleta de lindas praias. Além disso, a cidade conta com um dos Patrimônios da Humanidade da Unesco: a Catedral de Cefalú, que começou a ser construída em 1131.

A etapa foi encerrada aos pés do vulcão Etna, na pequena comuna de Nicolosi, devastada por diversas vezes pela lava do vulcão mais ativo do mundo. A cidade, além de ter sido construída no século 12, é ponto de partida para muitos turistas para fazer visitas guiadas ao vulcão.

Ainda aos pés do Etna, Pedara foi o ponto de partida da 5ª etapa do Giro d'Italia. De lá, os ciclistas seguiram até a comuna de Messina. Repleta de museus e galerias, a cidade italiana foi fundada em 654 a.C. pelos gregos. O turismo religioso, com dezenas de igrejas, templos e catedrais atrai muitos visitantes ao longo do ano.

Saindo de Messina, a sexta etapa começou na bela comuna de Reggio Calábria. Com um litoral estonteante, a cidade fica entre o mar e as montanhas do Parque Nacional de Aspromonte. A cidade também conta com muitas atrações históricas e culturais, como as Termas Romanas, os Fortes de Pentimele e o Museu Arqueológico Nacional.

A sexta etapa terminou em Acquappesa, mais especificamente nas chamadas Terme Luigiani, um recanto com um incrível beleza natural, termas naturais e uma grande quantidade de visuais de tirar o fôlego para quem estiver disposto a subir as montanhas que cercam a cidade "das centenas de fontes".

O início da sétima etapa é em Castrovillari, outra comuna rodeada por montanhas, que também acumula séculos de história. Oficialmente, a cidade foi registrada em 1064 e conta com uma série de castelos e igrejas com centenas de anos.

No coração do Valle d'Itria termina essa fase da competição, na pitoresca cidade de Alberobello. Apontada como uma das cidades mais românticas da Itália, a comuna é conhecida como a "Terra dei Trulli", as construções em forma de cone pintadas de branco. O local tornou-se um dos Patrimônios da Humanidade em 1996.

Na Púglia, a belíssima e pequena Molfetta encanta por seu litoral banhado pelo Mar Adriático. O ponto mais famoso é a ilha de Sant'Andrea, repleta de boas opções culturais e com a tradição da boa comida italiana.

Saindo de Molfetta, os ciclistas encerraram a oitava etapa em Peschici, que fica no Parte Nacional de Gargano, e mistura belas praias de águas cristalina e montanhas com vistas encantadoras.

A próxima etapa é Montenero di Bisaccia, uma pequena vila na província de Campobasso, rodeada por montanhas. Tem como um de seus atrativos o litoral, conhecido como Costa Verde que atrai tanto banhistas como aqueles que gostam de praticar esportes aquáticos.

A nona etapa é finalizada em Blockhaus, no maciço de Majella, que fica na região central da Itália - entre as províncias de Chieti, Pescara e L'Aquila. Repleta de cânions, o local é conhecido pela beleza de seus vales e pela rica natureza.

Quase na metade do Giro d'Italia, a 10ª etapa parte de Foligno, no coração verde da Itália. A localidade tem um forte turismo religioso, com mosteiros e igrejas. A Piazza Grande é um dos pontos turísticos obrigatórios.

Arte e história envolvem Montefalco, que tem mais de mil anos, no coração da Úmbria. O vale é um dos locais que mais contam com vinhedos e a produção de vinho é famosa mundialmente.

Na 11ª fase, vem a clássica Florença. Romântica, é parada obrigatória para quem é apaixonado pelo patrimônio artístico italiano. Entre os principais pontos turísticos, está a Ponte Vecchio e a Piazza del Duomo.

Já Bagno di Romagna mistura natureza, obras de arquitetura incríveis e suas águas termais, que atraem milhares de pessoas todos os anos à pequena cidade. Além disso, conta com restaurantes famosos por sua grande tradição gastronômica.

Forlí, a próxima etapa, foi fundada por romanos no século 2 a.C. e traz características da ocupação romana. Já Reggio Emilia mistura a tradição com obras de arte super modernas, que dão um ar inovador e futurista à pequena comuna.

De lá, a 13ª etapa encerrou em Tortona, que além das belezas naturais, conta com uma lenda de que o Santo Graal deu à cidade os três dons católicos: o corpo, o sangue e o Espírito Santo.

Na etapa 14, o trajeto foi de Castellania, nos Montes Apeninos, com suas relíquias da época medieval para o santuário de Oropa, em Biella, que fica a mais de 1,2 mil metros de altura. As montanhas sagradas também são Patrimônio da Unesco.

Em Valdengo, os ciclistas partiram para a 15ª fase, aos pés das montanhas de Biella, na cidade milenar repleta de casas históricas. Com direção a Bergamo, uma das mais famosas localidades na Itália, os ciclistas passaram por pontos históricos do coração da Lombardia. Entre os destaques, está a Basílica de Santa Maria Maggiore.

Da pequena Rovetta, em Val Seriana, os ciclistas do Giro d'Italia foram até Bormio, conhecida por suas águas termais que atraem muitos visitantes de todo o mundo. De lá, os ciclistas partem para Tirano, na fronteira com a Suíça e circundada de montanhas enormes, com destino a Canazei, no Val di Fassa, cercada pelas famosas Dolomitas.

Em Moena, ainda no Val di Fassa, os esportistas passam por uma das mais belas cidades dos Alpes. Eles seguem no sentido de Ortisei, na colorida cidade dos Alpes, em Val Gardena. No meio das Dolomitas, a 19ª etapa começa em San Candido, cidade rural e que fica ao sul do Parque Natural del Ter Cime de Lavaredo com destino a Piancavallo, conhecida por suas pistas de esqui.

A penúltima etapa começa em Pordenone, com seu alto padrão de estilo de vida e muito próxima tanto às praias do mar Adriático como das montanhas. A fase se encerra em Asiago, cidade totalmente destruída na Primeira Guerra Mundial, e que foi reconstruída com uma arquitetura clássica.

O Giro d'Italia começa sua última etapa no mítico autódromo de Monza com destino a famosa cidade de Milão, conhecida por ser a capital da moda na Itália e uma das mais contemporâneas cidades italianas.