O Netflix divulgou nesta segunda-feira (19) o trailer oficial do documentário "Amanda Knox", que fala sobre um dos crimes mais midiáticos da história recente da Itália e estreará na plataforma no próximo dia 30 de setembro.
Exibido no Festival de Cinema de Toronto, o longa é de autoria dos cineastas norte-americanos Rod Blackhurst e Brian McGinn. Ele narra o assassinato da estudante britânica Meredith Kercher e seus desdobramentos por meio de quatro perspectivas diferentes: da norte-americana Amanda Knox, do seu ex-namorado Raffaele Sollecito, do promotor italiano Giuliano Mignini e do repórter do jornal "Daily Mail" Nick Pisa.
Ao entrevistar Mignini, os autores quiseram mostrar todos os lados da história, já que, no posto de procurador de Perúgia, ele pedira a condenação de Knox e Sollecito pela morte de Kercher. Ambos chegaram a ser condenados e presos, mas acabaram absolvidos.
Relembre o crime
O homicídio ocorreu na cidade italiana de Perúgia, onde Knox e Kercher dividiam um apartamento, em novembro de 2007. O corpo da britânica foi encontrado na residência em que elas moravam degolado, seminu e com uma série de feridas.
O caso logo chamou atenção pelas circunstâncias que o envolviam. Ao lado do marfinense Rudy Guede, que vivia com as duas e foi condenado em definitivo a 16 anos de prisão, Knox e Sollecito - na época namorados - foram acusados de matar Kercher em meio a discussões sobre a limpeza da casa e jogos sexuais que fugiram do controle.
A beleza da norte-americana também foi outro chamariz para o crime. Na Itália, ela ficou conhecida como "a diaba com rosto de anjo". O ex-casal chegou a ser sentenciado após o DNA de Knox ter sido encontrado em uma faca com o sangue da vítima e ficou preso na Itália até 2011, quando a Corte de Cassação anulou o processo por conta de uma série de falhas na perícia, o que provocou duras críticas a Mignini nos Estados Unidos.
No mesmo dia em que foi libertada, a norte-americana voltou para a casa de sua família em Seattle, onde está até hoje. No fim de 2013, o mesmo tribunal determinou a reabertura do caso, já que a inocência dos dois não tinha sido comprovada, culminando na sentença condenatória da Corte de Apelação de Florença em janeiro do ano seguinte.
Contudo, a decisão foi derrubada pela Corte de Cassação, que não viu indícios de participação de Knox e Sollecito no assassinato e os absolveu em definitivo.