A legitimação do Funk e do Hip Hop como cultura popular. Esse é o objetivo do DNA Carioca – 3º Festival e Seminário de Danças Urbanas, que o grupo JP Move – Jovens da Periferia do RJ promove nos dias 23 e 24 de setembro, a partir das 12h, na Arena Carioca Fernando Torres, no Parque Madureira, com ingressos a R$ 15. O evento, que deverá reunir cerca de 700 pessoas na sexta-feira e no sábado, contará com Batalhas de Funk (Passinho), Hip Hop Dance e Breaking, além de Competições Coreográficas e de Vídeo Dança, com premiações em dinheiro, evidenciando as raízes do movimento que iniciou nas ruas no início dos anos 80 no Rio de Janeiro. Na programação estão, também, workshops, mostra coreográfica, palestras, mesa redondas, festa e feira cultural. Tudo relacionado a dança urbana.
Segundo o diretor artístico do DNA Carioca, Michel Cordeiro, a realização da terceira edição do DNA Carioca – Festival e Seminário de Danças Urbanas confirma o potencial de uma classe que faz diferença na cultura carioca há muito tempo.
“Hoje, o Charme, Funk e Hip Hop têm potencial dentro do mercado de trabalho, seja nas produções artísticas nos teatros com companhias profissionais, por professores nas escolas de dança, em projetos sociais ou colégios, nos diversos programas de televisão como dançarinos e dentro das universidades como estudantes de dança, além de roupas, assessórios e salões de beleza exclusivos para esse público”, enumera Michel. “O DNA Carioca se transformou em uma vitrine para um movimento cultural que reúne mais de 20 mil jovens pelos finais de semana nos bailes e festas do Rio de Janeiro. Durante o Festival e Seminário de Danças Urbanas, além de dança e música, abriremos espaço para o debate sobre a produção de conhecimento e de memória da dança urbana”, defende.
Nas carrapetas do DNA Carioca, os DJs Diego Tecnykko (Breaking e Hip Hop), Strike (Hip Hop), Strike (Hip Hop), Vinimax (Passinho Funk), Will (Breaking eHip Hop), Xokolaty (Baile Charme) e Zulu Camarão (Breaking) comandarão as Batalhas e o som de todo o evento. No sábado, haverá ainda a apresentação de“Samplers”, do Coletivo Rio Hop, que explora a subjetividade humana a partir das escolhas e combinações do dia a dia, num espetáculo de dança interativo que transforma a plateia em elemento cênico.
Iniciada em agosto, a primeira fase do projeto apresentou uma série de workshops na Zona Norte e Oeste da cidade. Recentemente, nos dias 10 e 11 de setembro, diversos grupos e dançarinos foram classificados para as finais do DNA Carioca durante as seletivas realizadas no Espaço Cultural Arlindo Cruz, em Realengo. Mas engana-se quem pensa que o público é formado apenas por profissionais da dança e amadores. Quem curte assistir ou tem interesse em aprender também poderá participar do Festival.
O DNA Carioca – 3º Festival e Seminário de Danças Urbanas é realizado pela JP Move – Jovens de Periferia, que há 18 anos desenvolve uma série atividades culturais por todo o Estado do Rio de Janeiro com o intuito de formar novos públicos para a dança. Composto por jovens profissionais, o grupo soma em seu currículo diversas apresentações no país, além de duas no exterior. Em 2009, representou o Brasil no Festival Latino Americano de Preservação do Meio Ambiente, no Suriname, com o espetáculo “Em Chamas”. No ano seguinte, abriu o show do rapper Sean Paul no Festival Mundial de Culturas Weken, na Holanda, com “Brasil Raízes”. Em 2014, a companhia circulou em inúmeros teatros e projetos com “Que se Funk”, contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna no último ano.