Filmes de cineastas brasileiros chamam atenção do público francês

Produções foram exibidas no 18º Festival de Cinema Brasileiro de Paris

O terceiro dia do 18º Festival de Cinema Brasileiro de Paris teve início na quinta-feira (7), às 14h, com a projeção do longa-metragem “A Família Dionti”, de Alan Minas. O filme narra através do realismo fantástico, de forma original e poética, a descoberta do amor.

Os alunos do Collège Lycée International Noisy Le Grand lotaram a sala do cinema L’Arléquin para acompanhar essa projeção, dirigida ao público jovem, bem como o debate que se seguiu ao filme. O diretor Alan Minas e sua mulher, a produtora do longa Daniela Vitorino, responderam às perguntas do público.

Minas explicou sua inspiração no realismo fantástico: “Existe uma expressão muito bonita em português que diz que, quando alguém está muito apaixonado, ele se derrete de amor. Levamos essa expressão ao pé da letra, e mostramos alguém literalmente se derretendo de amor”, disse ele.

Na sequência, às 16h30, Marcos Schechtman apresentou pela segunda vez no festival seu filme sobre violência doméstica “Vidas Partidas”, com Domingos Montagner e Naura Schneider, que havia sido exibido na quarta (6) com ótima recepção do público. Após a projeção, o diretor participou de debate com público, dessa vez acompanhado de Naura, que não apenas é a estrela do longa como também o produziu.

O fato de Schechtman ter retratado uma polícia brasileira corrupta em seu trabalho chamou a atenção do público francês, que fez perguntas e comentários sobre a questão nas duas ocasiões em que o filme foi projetado. “Infelizmente esse é um problema geral do país, que não acontece apenas em lugares específicos, mas no Brasil inteiro”, explicou.

Lô Politi, a diretora paulistana, apresentou “Jonas”, um filme sobre um sequestro no período do carnaval em plena Vila Madalena, em São Paulo. Com Jesuíta Barbosa, Laura Neiva, Chay Suede e Criolo no elenco, o nome do filme faz referência ao profeta bíblico. “Jonas” é um dos oito filmes em competição no festival.

Às 21h30, o público da sala do cinema Arléquin cheia assistiu à projeção do documentário “A Loucura entre Nós”, de Fernanda Fontes Vareille. O filme, livremente inspirado no livro homônimo do psiquiatra Marcelo Veras, busca traçar os limites entre loucura e normalidade ao cruzar as grades de um hospital psiquiátrico em Salvador.

No debate em seguida, a diretora e o escritor Marcelo Veras conversaram com público. “No início foi muito difícil filmar dentro do hospital psiquiátrico, mas pouco  a pouco conquistamos um espaço lá dentro e, na última filmagem, tivemos liberdade total.”

A resposta do público a esse que foi o primeiro longa-metragem de Fernanda foi muito positiva, muitas pessoas presentes na plateia contaram inclusive suas próprias experiências em hospitais psiquiátricos na França ou no Brasil.

O 18º Festival de Cinema Brasileiro de Paris continua até a próxima terça-feira (12). Para o seu encerramento, um show da cantora carioca Teresa Cristina cantando os maiores sucessos de Cartola com a participação de Criolo.

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