Grupo Tabula Rasa apresenta o espetáculo ‘Chuva’, a partir de 7 de abril, no Rio

Com direção de Felipe Vasconcelos, montagem leva à cena contos do autor mineiro Luiz Vilela

Por mais de um ano, o grupo carioca Tábula Rasa estudou, por meio das palavras do premiado escritor Luiz Vilela, várias facetas causadoras ou resultantes do isolamento humano: a solidão, o medo, o ódio, a falta de comunicação, entre outras.

Os atores Ana Gawryszewski, Beatriz Castier, Carlos Emílio Jacuá e o diretor e ator Felipe Vasconcelos estavam tão absorvidos pelo universo criado pelo mineiro que resolveram até fazer uma viagem para Ituiutaba, com o objetivo de conhecer a cidade onde o autor nasceu e vive. O resultado desse trabalho pode ser conferido, a partir de 7 de abril, no Teatro Candido Mendes, onde o grupo monta o espetáculo Chuva, adaptação de cinco contos de Vilela: Com os seus próprios olhos, Mosca morta, Vazio, Solidão, além da obra que dá título à peça.

Este é o segundo espetáculo montado pelo Tábula Rasa, grupo que foi fundado em 2012 com o objetivo de levar à cena espetáculos focados no trabalho do ator, no drama e na palavra. O primeiro foi o elogiado ‘O Chefe de Tudo’, de Lars Von Trier, que ficou em cartaz no Rio em 2013 e 2014.

Agora, pela primeira vez, uma peça profissional baseada nos textos de Vilela é montada no Rio de Janeiro. A admiração e o interesse do grupo pelo autor mineiro começaram com a leitura do livro de contos ‘A cabeça’. A partir daí, eles buscaram outras obras e foram testando muitas em cena até chegarem aos cinco contos que compõem o espetáculo.

“É impressionante a excelência do diálogo na obra do Vilela. São textos que falam do cotidiano das pessoas, em conversas simples, mas, a partir dessa simplicidade aparente, pode-se aprofundar nos abismos complexos e perturbadores do ser humano”, comenta o diretor Felipe Vasconcelos.

Com cenografia de Aurora dos Campos e iluminação de Tomás Ribas, o espetáculo tem uma atmosfera densa, na qual os contos se interligam pelas conversas íntimas dos personagens, que deixam o espectador sempre em suspense sobre as motivações e os sentimentos de cada um deles.

Contos

Com os seus próprios olhos: Um aluno é convocado a comparecer ao gabinete do diretor do colégio para tratar de um episódio delicado.

Mosca morta: Numa noite de chuva, um homem aparece de repente num bar e tem com outro um diálogo tenso a respeito de algo que aconteceu no passado.

Vazio: Uma mulher tenta entender por que o marido, sem explicação, chegou em casa antes do fim do expediente.

Solidão: Uma mulher solitária faz, sem avisar, uma visita a um casal vizinho, gerando um mal-estar entre o marido e a esposa.

Chuva: Numa noite de chuva, após acolher em sua casa um vira-lata, um homem fala, se dirigindo ao animal, sobre a solidão.

Sinopse

A partir de cinco contos do premiado escritor mineiro Luiz Vilela, o grupo Tábula Rasa mergulha em temas como a solidão humana, o medo e a falta de comunicação, deixando o espectador sempre em suspense sobre as motivações e os sentimentos de cada personagem.

Ficha técnica

Texto: Luiz Vilela

Direção e Adaptação: Felipe Vasconcelos

Elenco: Beatriz Castier, Ana Gawryszewski, Carlos Emílio Jacuá e Felipe Vasconcelos

Iluminação: Tomás Ribas

Cenografia: Aurora dos Campos

Figurino: Tábula Rasa

Operação de Luz: Pedro Paulo Thimoteo

Programação Visual: Ana Gawryszewski

Assessoria de Comunicação: Rachel Almeida

Direção de Produção: Ana Gawryszewski

Assistência de Produção: Carlos Marapodi e Sabrine Muller

Realização: Tábula Rasa

Correalização: Associação Imaginário Digital

Serviço: Espetáculo 'Chuva'

Data: 7 de abril a 26 de maio, quarta e quinta, às 20h

Local: Teatro Candido Mendes - Rua Joana Angélica, 63, Ipanema, Rio de Janeiro

Ingresso: R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia)

Classificação Indicativa: 16 anos

Mais informações: (21) 2523-3663