'Lincoln', favorito ao Oscar, estreia nesta sexta-feira

Estreia nesta sexta-feira (25) Lincoln, o grande favorito ao Oscar deste ano. Dirigido por Steven Spielberg, o filme é baseado no livro Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln, de Doris Kearns Goodwin, e se passa em 1865, durante a Guerra Civil americana, que opôs o norte e o sul do país. Ao mesmo tempo em que se preocupava com o conflito, o 16º presidente norte-americano, Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis), travava uma batalha ainda mais difícil em Washington. Ao lado de seus colegas de partido, ele tentava passar uma emenda à Constituição dos Estados Unidos que acabava com a escravidão.

Indicado a 12 categorias no Oscar deste ano (além de filme, diretor e ator, disputa também fotografia, figurino, montagem, atriz coadjuvante, ator coadjuvante, trilha sonora, design de produção, mixagem de som e roteiro adaptado), o longa foi chamado de "esplêndido" pelo New York Times. "O esplêndido Lincoln de Steven Spielberg é, estritamente falando, sobre um presidente tentando conseguir votos para passar uma lei no Congresso. Mas é claro que é muito mais do que isso", diz A. O. Scott, crítico do jornal americano.

O trabalho de Sipelberg só perde em elogios na imprensa internacional para a impecável atuação de Daniel Day-Lewis, favoritíssimo ao Oscar. "Lincoln exerceu um controle sobre mim; é cerebral, sincero, com alguns momentos brilhantes e, claro, com uma atuação única de Daniel Day-Lewis", escreveu o crítico jornal britânico The Guardian, Peter Bradsahw.

Uma curiosidade sobre o longa é que ele teve de ser adaptado para agradar às plateias de fora dos Estados Unidos. Foram removidas algumas cenas de batalhas durante a Guerra Civil e, no lugar, foram postas legendas explicativas sobre o clima do país em 1865. A contextualização, com fotos em preto e branco, dura cerca de um minuto. A intenção é facilitar o entendimento dos espectadores pouco familiarizados com a história americana, assim como a importância do presidente Lincoln durante o processo de abolição da escravidão.

Além de Lewis no papel principal, o filme conta ainda com a atuação de Sally Field, como Mary Todd, a mulher do presidente. Ela teve de ganhar 11 quilos e fazer dois testes para ficar com o papel, embora o próprio Spielberg a tenha convidado para atuar no filme. Acontece que ela é dez anos mais velha que Daniel, 20 anos mais velha que Mary e Lincoln era dez anos mais velho do que a mulher. A escolha, no entanto, revelou-se acertada e Sally acabou ficando com uma das vagas de indicadas na categoria de atriz coadjuvante do Oscar. Tommy Lee Jones, interpretando o congressista Thaddeus Stevens, abocanhou uma indicação a melhor ator coadjuvante