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Crítica: "O mar não está pra peixe: Tubarões à vista!"

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Para a alegria da criançada, o corajoso peixinho Pê e sua turma marinha voltam a se aventurar e, desta vez, com uma animação melhor finalizada. O primeiro, apesar de uma abordagem inteligente, é animado de modo precário e a história não prende muito. Já no segundo, a animação lembra a do anterior, porém tem cores mais ricas e apresenta um quê de Pixar no traço. Quanto à história, sem dúvidas, a recente é mais coesa e interessante.

Assim como no filme anterior , Pê deve proteger o recife em que vive do temido tubarão Troy, porém este está mais forte e conta com a ajuda de outros tubarões mal-feitores. Uma vez derrotado, o vilão é mantido em uma jaula submarina por seres humanos que injetam nele substâncias que o fazem crescer, transformando-o em um bombado briguento típico. Como tal, os parceiros se fazem necessários para causar o medo. Um dia, ele é finalmente libertado por um dos seus. Unidos pelo desejo de brigar, o grupo resolve ir ao recife em busca de confusão, mas a maré baixa os obriga a aguardar quatro dias para o ataque. Esse é todo o tempo que Pê dispõe para convencer os pacíficos e atrapalhados moradores do recife.

O que temos então é uma comunidade adormecida e desacreditada no poder da união, mas que, com a determinação e a coragem do herói local, é despertada. É um longo caminho para convencer os moradores de que Pê nada pode fazer sozinho e, também, de que eles podem ajudar a defender suas moradias, mas lições de perseverança e coletividade contagiam o recife. E o que mais agrada é que os valores são de fácil assimilação e passados de forma suave.

Respeitando a inteligência da criança, O mar não está para peixe: Tubarões à vista! é uma ótima opção para fugir do já manjado eixo DisneyChannel-Pixar. Vale o cinema!