Roberto Silva, o Príncipe do Samba, é enterrado no Rio

O corpo do músico Roberto Silva foi enterrado na tarde deste domingo, no Cemitério de Inhaúma,  subúrbio do Rio. O velório do Príncipe do Samba, como ficou conhecido, foi acompanhado por parentes e amigos como Paulinho da Viola. Roberto Silva morreu em casa, aos 92 anos, após falência múltipla dos órgãos.

Na última sexta-feira, ele deu entrada no Hospital Salgado Filho, no Méier, onde os médicos constataram que ele tinha sofrido um Acidente Vascular Cerebral e estava com um rim paralisado. Roberto Silva deixa sete filhos e 30 netos. 

Nascido no morro do Cantagalo, em Copacabana, iniciou a carreira de cantor no rádio, na década de 30. Nos anos 40 realizou suas primeiras gravações, e foi do elenco das rádios Nacional e Tupi. Nesta última ficou conhecido como "Príncipe do Samba", e suas interpretações são características pelo estilo sincopado e levemente dolente que encontrou para cantar samba, inspirado em dois ídolos anteriores, Cyro Monteiro e Orlando Silva.

Seu primeiro sucesso, lançado pela Star, foi "Mandei Fazer um Patuá" (R. Olavo/ N. Martins). Em 1958 veio o LP "Descendo o Morro", que teve continuações, nos volumes 2, 3 e 4. Entre seus muitos sucessos destacam-se "Maria Teresa" (Altamiro Carrilho), "O Baile Começa às Nove" (Haroldo Lobo/ Milton de Oliveira), "Juraci Me Deixou" (Raimundo Olavo/ Oldemar Magalhães), "Escurinho" (Geraldo Pereira) e "Crioulo Sambista" (Nelson Trigueiro/ Sinval Silva), entre outras. 

No total, gravou 350 discos de 78 rotações e perto de 20 LPs. Afastado das gravações nos últimos anos, teve vários de seus discos relançados em CD e em 1997 saiu a coletânea "Roberto Silva Canta Orlando Silva", extraída de seus vários LP na Copacabana.