Crítica de teatro: 'Cabaret'

O musical Cabaret, que no cinema foi protagonizado por Liza Minelli e Joel Grey, ganha versão brasileira de Miguel Falabella para o teatro, com direção de José Possi. Claudia Raia está no papel da sedutora Sally Bowles.

Espetáculo de estética Art Déco, tem uma encenação pós-moderna e veio para mostrar o empenho de Claudia Raia na realização do seu sonho de interpretar a personagem.

No elenco afinado e afiado nas coreografias de Alonso Barros, destacam-se Liane Maya, Jarbas Homem de Mello, Marcos Tamura e Guilherme Magon, um cativante Clifford Bradshaw.

Vindo de temporada paulista de sucesso, com casas lotadas, Cabaret chega ao Rio, no Teatro Casa Grande, com produção impecável de Sandro Chaim e da própria Raia. Os cenários de Chris e Nilton Aizner são de alto nível e os figurinos de Fábio Namatame, bem apropriados, completando a ficha técnica uma bela Luz de Paulo Medeiros.

E como ponto alto do musical estão as letras de Fred Ebb e músicas de John Kander, de inspiração, ironia, humor e lirismo capazes de emocionar o público desde os primeiros acordes da excelente orquestra comandada pela Regente Beatriz de Luca.

Cotação: *** (Ótimo)