Roger Waters elogia Brasil, cita Lula e descarta reunião do Pink Floyd

Sempre atento às questões políticas, o músico Roger Waters, ex-Pink Floyd, não deixou o tema passar em branco, em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (28), no Rio. Desta vez, faltaram críticas e sobraram elogios para o Brasil. Ele destacou as mudanças que o Brasil vem passando nos últimos anos.

Em meio às palavras positivas sobre o país, Waters citou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fez referência à atual mulher no poder, sem lembrar do nome da presidente Dilma Rousseff.

"Olhando de fora, eu vejo grandes mudanças. Esse país tem grandes possibilidades. Vocês estão se organizando mais, distribuindo de forma mais justa, se tornando uma potência que pode ser um exemplo", afirmou.

Waters acrescentou que mudanças positivas estão acontecendo em diferentes países na América Latina e lembrou a ascendência de vários governos de esquerda ao poder.

O músico distribuiu um manifesto em que conclama os povos a discutir a questão palestina no Fórum Social Mundial Palestina Livre, previsto para novembro, em Porto Alegre. Nele, apela para o fim da ocupação israelense em terras palestinas e pede a criação de um Estado Palestino com a capital em Jerusalém.

Waters disse estar empolgado para o concerto de amanhã, no Estádio do Engenhão, e minimizou a previsão de chuva para a hora do show. Ele disse que só deixaria de tocar caso sua produção ou o público estivesse em situação de risco. "A chuva só molha, não é problema", brincou.

O ex-baixista do Pink Floyd voltou a descartar uma reunião com os integrantes da banda que seguem vivos - o guitarrista David Gilmour e o baterista Nick Mason.

"É muito improvável que nós toquemos de novo. Ele (David Gilmour) está aposentado, e não tem interesse. Eu não tenho interesse. O Live 8 foi incrível, mas temos que lembrar que Richard Wright tecladista morto em 2008 estava vivo."