Escritor Sérgio Sant'Anna diz que Millôr deveria durar, pelo menos, 200 anos 

O escritor Sérgio Sant'Anna lamentou a morte do cartunista Millôr Fernandes, nesta quarta-feira (28), em entrevista na Globo News. Ele afirmou que, em seu trabalho, Millôr nunca esteve com o poder e sempre foi um crítico.

"Acho que o Millôr nunca esteve com o poder. Ele foi crítico com todo mundo", disse sobre seu trabalho. "Todo mundo tem que morrer um dia, mas esperávamos que o Millôr durasse, pelo menos, uns 200 anos", completou.

Millôr Fernandes morreu no Rio aos 88 anos. Ele teve falência múltipla dos órgãos e parada cardíaca. O velório está marcado para quinta-feira (29), das 10h às 15h, no cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária. Em seguida, o corpo será cremado.

Millôr chegou a ser internado duas vezes na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul, em 2011.

Escritor, jornalista, desenhista, dramaturgo e artista Millôr começou a colaborar com a revista "O Cruzeiro" aos 14 anos. No final dos anos 60, foi um dos fundadores do jornal "O Pasquim".

Depois, escreveu várias peças e se tornou o principal tradutor das obras de William Shakespeare no país.

Atualmente, mantinha um site pessoal em que escrevia textos de humor e cartuns, além de reunir seus trabalhos dos últimos 50 anos. 

No Jornal do Brasil

Em 1985, Millôr passou a colaborador do Jornal do Brasil, com espaço cativo na seção Opinião na página 11 - com suas frases e desenhos temperados com seu habitual humor sútil e enxuto. Trabalho que realizou com um perfeccionismo irremediável até 24 de novembro de 1992, quando comunicou aos seus leitores que sairia de férias para descansar um pouco.