Com problema no coração, Paulo Coelho foi diagnosticado com morte em 30 dias

Paulo Coelho publicou em seu blog no último sábado (25) um vídeo no qual explica uma cirurgia para desentupir 90% das artérias pela qual passou em novembro e o diagnóstico de morte em 30 dias que ouviu dos médicos antes da operação.

No vídeo, o escritor explica que depois do pai de sua agente, Mônica, morrer de infarto ela insistiu que Paulo Coelho visitasse o médico para fazer um exame de rotina, onde se descobriu o problema.

"A nota de Ancelmo Gois, colunista do O Globo, diz que o médico me deu 30 dias de vida, dia 28 de novembro do ano passado, o que é absolutamente correto, mas deixa eu explicar. O pai da minha agente Mônica morreu em setembro e a Mônica começou a encher o saco de todo mundo mandando fazer exames. E eu pensei: 'poxa, eu ando todos os dias, eu faço arco e flecha, eu tenho uma vida saudável, eu não sou gordo, eu não vou fazer este teste'. Mas quando eu voltei do aniversário da minha mulher em Madri, eu já tinha marcado a consulta e eu fui fazer o teste, o famoso teste do esforço. Fiz, fiquei cansado, e quando eu sai fui para a sala dele (médico) e o cara virou e disse 'Sr. Coelho o senhor vai morrer daqui a 30 dias' e eu olhei para a minha mulher e disse: 'o quê?'", explicou Paulo.

Com 90% das artérias coronárias bloqueadas, o escritor tinha como única saída: a operação. No procedimento, ele disse ter dois caminhos: "um: acontecer alguma coisa na mesa de operação; e dois: a gente não achar as veias entupidas, e se não achar vai ter que abri o coração e fazer aquela coisa que antigamente se fazia que é a ponte de safena. Eu fiquei apavorado. Eu olhei para ele e sai e disse 'deixa eu pensar', e ele me disse: 'não pensa muito, não'".

Mesmo com a pressão jogada pelos médicos, Paulo Coelho comentou que repensou sobre a vida e não se assustou com a morte.

"O mais interessante é que eu pude repensar na minha vida, já que isso poderia ocasionar em uma coisa séria, literalmente eu podia morrer. Eu disse assim: 'bom, eu não tenho medo de morrer, sempre falei para as pessoas que eu não tinha medo de morrer e agora estou enfrentando essa possibilidade real e não estou com medo'. E a segunda coisa que eu pensei foi: 'que vida abençoada que eu tive, casei com a mulher que eu amo, passei por 33 anos ao lado dela, ela vai estar bem financeiramente, eu trabalhei a vida inteira naquilo que eu quis, vivi fiz todos os meus excessos, quando eu era jovem, vivi intensamente a minha vida, tive sucesso naquilo que eu me propus, que era difícil que era ser escritor e viver de literatura, e se eu morrer amanhã vou morrer contente'".

O escritor acalmou seus fãs e contou que a operação foi um sucesso, ficando apenas três horas na UTI do hospital. "A verdadeira história é essa, a grande lição dessa história é que eu estava realmente condenado, mas ninguém morre antes da hora", disse.