Crítica: 'Guerra dos sexos'

"Todo casamento se baseia na traição". A frase, que já vem no trailer de Guerra dos sexos, deixa claro o tema um tanto clichê que será abordado ao longo de quase duas horas de projeção. Em um jogo bastante trabalhado em diversos filmes, o novo longa de Fausto Brizzi mostra as desavenças entre homens e mulheres, lutando para preservar ou acabar de vez com seus relacionamentos.

Guerra dos sexos, no original Maschi Contro Femmine, conta paralelamente quatro histórias independentes entre si, mas que acabam se entrelaçando. O título italiano deixa mais clara a "batalha" homens X mulheres, principalmente quando se trata do tema traição.

Um treinador de um time feminino de vôlei que faz de tudo para se manter fiel à esposa - que está em "período de abstinência sexual", - tentando não ceder aos encantos de uma jogadora lindíssima. Uma mulher quarentona que flagra o marido a traindo com uma bem mais jovem e vê seu mundo desabar. Dois amigos, um hetero e uma homossexual, que tem a relação fraternal ameaçada pela beleza de uma terceira garota. Um homem pegador que se torna impotente e não consegue viver em paz com a vizinha implicante.

Apesar de todos os clichês no roteiro, o longa de Brizzi se sai bem. Os conflitos pessoais de cada um dos personagens são bastante cômicos e sustentam toda a trama. Num ritmo bem italiano, todos os cortes são rápidos, assim como a narrativa, impedindo que a história torne-se chata e arrastada.

Então, apesar do tema manjado à la Ele não está tão a fim de você, Guerra dos sexos vai levar o espectador ao riso e, quem sabe, a refletir sobre relacionamentos. Se esses são complicados o filme deixa bem claro que sim, mas mostra que também podem ser hilários. 

Cotação: *** (Ótimo)