Biblioteca Nacional lança mais de 20 escritores nacionais em sete idiomas 

O Programa de Apoio à Tradução e Publicação de Autores Brasileiros no Exterior, iniciativa da Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC), acaba de divulgar a lista de livros e autores selecionados para serem traduzidos internacionalmente. Ao todo, 28 livros serão publicados em 10 países e em sete idiomas. 

A edição 2011 do Programa, que tem objetivo de divulgar internacionalmente a cultura e a literatura brasileira, traduzirá o trabalho de autores brasileiros como Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado, Clarisse Lispector e Edney Silvestre, entre outros. 

“Do romance à poesia, diversos gêneros da literatura nacional foram prestigiados”, afirma Moema Salgado, diretora de assuntos internacionais da FBN. Graças ao programa, alemães poderão conhecer a saga repleta de anjos e muita aventura de “A batalha do Apocalipse”, de Eduardo Spohr. 

A guerra da vida real será narrada aos franceses nos mínimos detalhes em “Elite da Tropa 2”. Na Espanha, um outro lado das favelas será mostrado em “O Livreiro do Alemão”, de Otávio Júnior. Com “Eles e Elas”, a Argentina descobre a carioca Julia Lopes de Almeida. “Julia foi uma importante autora feminista do final do século XIX”, lembra Moema. “Nosso principal objetivo é a divulgação global do que é feito aqui”, completa. 

Ela explica que a opção de privilegiar editoras com maior penetração no exterior pretende atender de maneira mais eficaz a demandas como a distribuição dos livros fora do Brasil. A meta é gerar o reconhecimento internacional da literatura nacional em eventos como a Feira de Frankfurt. “O Brasil será tema da maior feira do livro do mundo em 2013 e precisa ter suas obras divulgadas em outras línguas”, defende Moema. 

O programa acontece até 2020 e tem verba total de R$ 12 milhões. As bolsas variam de US$1 mil a 8 mil para projetos de re-edição, nova tradução ou publicação de títulos inéditos. O edital atual é ininterrupto e fica aberto para inscrições até agosto de 2013. A cada três meses, um conselho se reúne e avalia as propostas enviadas. Editoras estrangeiras podem apresentar seus projetos para seleção.