SWU promete rivalizar com Rock in Rio

Passada a ressaca do Rock in Rio, outros grandes festivais pop tomam a cena para reafirmar o país como grande expoente no panteão do showbusiness internacional. Até o final do ano, já a partir de novembro, São Paulo recebe três megaeventos musicais que, assim como a quarta edição do Rock in Rio, prometem intensa repercussão. O maior deles, o SWU, promete inclusive rivalizar com o tradicional festival carioca. Ao menos em termos de infra-estrutura, segundo o divulgado pela organização em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira.

Programado para os dias 12 a 14 de novembro, o SWU – Começa por Você, pretende ampliar o sucesso (artístico e conceitual) da primeira edição. Criado em 2010 pelo publicitário Eduardo Fischer, presidente do conglomerado Totalcom, o evento inspirou- se nos modelos de tradicionais festivais de música onde se pode, inclusive, acampar na área do evento. Para isso, adotou como sede a Fazenda Maeda, em Itu (SP), que agora em 2011 foi trocada por uma área rural na cidade de Paulínia, a cerca de 120 quilômetros da capital. Como diz o nome, a sustentabilidade é uma das forças motrizes da festa – a intenção é mobilizar e conscientizar, confraternizando em torno da música. 

Por isso, tão importante quanto os shows é o Fórum Global de Sustentabilidade, com inúmeros workshops e palestras sobre sustentabilidade, que ocupam boa parte do dia. Para este ano, o grande nome na bancada é o veterano roqueiro Neil Young, que em suas letras já falava de poluição do planeta no início dos anos 70. O grau de seriedade do fórum é medido pelo time de ambientalistas presentes: a ex-ministra Marina Silva; Céline Cousteau, neta do lendário Jacques Cousteau; Bob Geldof, roqueiro criador (nos anos 80) do Live Aid, festival de rock com fins humanitário; Mário Mantovani, presidente da Fundação Mata Atlântica; e até a engajada atriz norte-americana Darryl Hannah (“Kill Bill”).

A energia do evento vira´de geradores de biodiesel, em parceria coma rede elétrica da região. Ao todo, dois mil latões coletarão o lixo reciclável. A área total do festival é de um milhão e 700 mil metros quadrados, três vezes maior que a Cidade do Rock, no Rio de Janeiro. Esse entorno inclui, alem dos dois palcos principais, estacionamento, área para camping com instalações completas, cinema e barracas de alimentação vegetariana.

São esperadas 70 mil pessoas por dia, 20 mil a mais que o público diário em 2010. Cerca de 200 ônibus farão o transporte, com saídas ininterruptas de São Paulo e Campinas, e rotas circulares dentro do evento. A organização promete os senões do ano passado, como limpeza, banheiros e alimentação. A segurança contará com 600 PMs, 1200 seguranças particulares e 150 brigadistas.

Pop para todo os gostos

Em termos musicais, a programação é para ninguém botar defeito. Rock, pop, metal, grunge, garage, indie, está tudo lá. No palco principal, o evento já começa imperdível.O primeiro dia tem como headliner os já veteranos em palcos brasileiros do Black Eyed Peas, precedidos por Kanye West, um dos grandes nomes atuais do rap norte-americano, que chega alicerçado no excelente CD gravado em parceria com Jay Z, outro totem do hip hop.

A noite ainda conta com ninguém menos que Snoop Dogg, que deu as cartas no gênero durante os anos 90 e começo dos 2000. Marcelo D2 e Emicida fazem as honras do rapnacional.

No dia seguinte, a diversidade de estilos dá as cartas. O cardápio vai do vocal melancólico e rascante de Chris Cornell (cantor do extinto grupo grunge Soundgarden) ao eternamente contagiante new romantic do Duran Duran, do rock sulista ianque do lendário Lynyrd Skynyrd à grandiosidade prometida por Peter Gabriel, ex-vocalista do grupo de rock progressivo britânico Genesis, que sobe ao palco ladeado por músicos de sua New Blood Orchestra. Abrindo a festa, Zé Ramalho e Ultraje a Rigor. No dia 14, o encerramento traz três dos principais nomes dos anos 90: Stone Temple Pilots, Alice in Chains e Faith No More – este, encerrando. Há ainda o trash metal do Megadeth; o pop “cabeça” do Primus; Sonic Youth e seu sempre arrebatador indie rock; e até o ex-Guns’n’Roses Duff Mckagan, com seu grupo Loaded. Na mesma noite, a não perder: os grupos Down e, principalmente, Black Rebel Motorcycle Club, semi-desconhecido por aqui, mas de estupendo trabalho no território do rock independente.

Teoricamente secundário, o palco New Stage não fica atrás. A grande atração é Courtney Love – a viúva de Kurt Cobain traz ao país pela primeira vez seu badalado Hole, no dia 13. E há ainda os curitibanos do Sabonetes, o Copacabana Club, Ash, Simple Plan e muito mais. Durante os três dias, a tenda Heineken Greenpeace será o núcleo eletrônico do evento, com DJs brasileiros e internacionais. 

Ainda há ingressos à venda. O quarto lote está à venda por R$ 290 (R$ 145 a meia entreda) para cada dia – o passaporte para os três dias tem 15% de desconto e sai por R$ 739,50 (R$ 369,75 a meia). Bolsos mais afortunados podem contar com o lounge vip, a R$ 900 a diária, com direito a bufê completo, open bar, estacionamento grátis (com transfer até o lounge) e massagem, entre outros mimos – a área é projetada para receber até quatro mil pessoas por dia. No Rio de Janeiro, os ingressos podem ser adquiridos na FNAC, lojas da operadora Vivo e postos BR e Ipiranga. Site oficial: www.swu.com.br