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Novela de Silvio de Abreu aposta no quem matou?

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Paulo Ricardo Moreira , Jornal do Brasil

RIO - As novelas assinadas por Silvio de Abreu têm uma marca inconfundível: são uma mistura de comédia, melodrama e história policial. Na próxima trama das nove, Passione, que estreia dia 17 de maio, na Globo, o autor volta a lançar mão dos gêneros que caracterizam sua obra e repete a fórmula infalível do quem matou? , que já foi usada com sucesso em folhetins como A próxima vítima e Belíssima.

Ambientada em São Paulo e na região da Toscana, na Itália, a novela está dividida em duas fases. Na primeira, o autor vai enfatizar o humor, as vilanias e as tramas amorosas, para que o público se envolva com os personagens. Mas, a partir do capítulo 100, uma morte vai provocar uma reviravolta na história, que passará a ter um clima de suspense policial. O assassino só será revelado no último capítulo. Silvio de Abreu afirma que já tem o final da história na cabeça:

Sei exatamente como a novela vai acabar. Quando há uma trama policial, a história é feita de trás para frente, senão o autor se perde. Tudo tem que se encaixar perfeitamente.

Segundo o autor, a vítima será um personagem que estará na novela desde o início. Todos estarão envolvidos na trama policial. Mas ele garante que não haverá um serial killer como em A próxima vítima.

A ideia de escrever Passione surgiu há três anos. Apaixonado pelo cinema italiano, Silvio queria fazer uma história que juntasse a comédia e o melodrama presentes nos filmes de grandes diretores como Fellini e Visconti. O autor escreveu o principal personagem do núcleo italiano especialmente para Tony Ramos. Na trama, o ator vive Antonio Mattoli, mais conhecido como Totó o apelido é homenagem ao célebre comediante italiano.

A novela não tem uma citação específica. Mas a família do Totó é bem cinematográfica. E, apesar de ser da Toscana, ela tem o espírito de Nápoles. Inclusive, coloquei a falecida mulher de Totó como sendo napolitana diz o autor, que tem raízes italianas por parte da mãe.

O enredo gira em torno de Bete (Fernanda Montenegro), mulher do milionário Eugênio (Mauro Mendonça). Quando eles se casaram, ela estava grávida de outro homem. No nascimento do bebê, Eugênio a enganou, dizendo que a criança estava morta, mas a entregou a um casal de empregados, que se mudou para a Itália.

Quando Bete descobre que o filho está vivo, vai atrás dele na Toscana. O filho dela é Totó, criado por Gemma (Aracy Balabanian), que não quer que ele saiba a verdade.

Para Silvio de Abreu, o elenco é um dos melhores já reunidos numa novela das nove inclui ainda nomes como Reynaldo Gianecchini, Cauã Reymond, Maitê Proença, Mariana Ximenes, Carolina Dieckmann, Marcello Antony, entre outros. Por isso mesmo, ele afirma que a trama não tem apenas um protagonista:

Hoje em dia, não dá para escrever uma novela centrada só num casal; senão, não tem como fazer um capítulo de 50 minutos com emoção.

Do mesmo jeito, o autor garante que há vários vilões , e não somente os personagens golpistas de Giannechini e Mariana Ximenes, Fred e Clara.

Todos têm uma justificativa para agir daquela maneira. Não é uma coisa maniqueísta.

Silvio destaca que o principal objetivo de uma novela é o entretenimento. Já o cinema, diz ele, exige um maior comprometimento intelectual.

Não dá para aprofundar ideias numa novela, porque ela tem de parar a cada 15 minutos para fazer comercial. Novela é feita para entreter e dar audiência.