'Escolha de vida' aborda a polêmica da eutanásia

Marina Kezen, Jornal do Brasil

RIO - Ocupando a faixa Mulheres no cinema deste domingo, o GNT apresenta, a partir das 19h (com reprise na segunda-feira, às 16h), o premiado Escolha de vida, filme baseado em fatos reais. O longa-metragem de 2009, dirigido por Simon Curtis, produzido por Ruth Caleb e roteirizado por Frank McGuiness, relata a história da médica inglesa Anne Turner que, no ano de 2006, viajou até Zurique, na Suíça, em busca de uma clínica onde pudesse dar um fim à própria vida.

A médica aposentada havia desenvolvido uma doença degenerativa incurável denominada oftalmoplegia supranuclear progressiva e estava fadada a um definhar longo e doloroso. A raríssima doença implica em uma deterioração gradual do corpo. Algumas áreas do cérebro entram em pane provocando demência, problemas com a fala e a locomoção em geral até uma eventual paralisia generalizada. Além disso, a doutora havia testemunhado a morte de seu próprio marido, causada por uma doença neurológica de diagnóstico quase idêntico ao dela.

Assim, quando sua condição de saúde atinge um ponto crítico, Anne decide fazer a viagem à Suiça, uma vez que a prática da eutanásia é ilegal em todo o Reino Unido.

Aos 58 e mais de 35 de carreira, Julie Walters já foi amplamente aclamada por sua versatilidade. A veterana das artes cênicas é capaz de mergulhar em papéis densos como a sofrida Anne Turner, bem como dar leveza a personagens cômicos, como a maternal Molly Weasley, da milionária franquia Harry Potter.

Foi em Escolha de Vida, no entanto, que a intérprete foi consagrada pela primeira vez com o Emmy de Melhor Atriz em 2009.

O time de atores Stephen Campbell Moore, Liz White e Lyndsey Marshal acrescentam carga dramática de Escolha de vida , interpretando Edward, Sophie e Jessica Turner, respectivamente, os filhos já adultos da doutora que têm que lidar com a difícil escolha da mãe.