Da Redação, Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - RAUL SEIXAS / VÁRIOS
O relançamento deste álbum cult (estrelado em 1971 por Raul Seixas, Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star) permite entender, as razões do fracasso do segundo disco de Raulzito. Temas como Êta vida, Eu vou botar para ferver e Dr. Paxeco, não poupam conservadores nem hippies. Levando-se em conta o caminho que cada um dos envolvidos seguiu, o projeto mostra-se um interessante marco dos subterrâneos da MPB. (Nelson Gobbi)
Once more
SPANDAU BALLET
Egressos da cena new romantic dos anos 80, o quinteto retorna após mais de 20 anos afastados do estúdio. No álbum, os maiores sucessos do grupo, como To cut a long story short e Gold foram completamente regravados, com arranjos mais intimistas e soturnos que os originais. Além das 11 releituras, assinam as inéditas Once more e Love is all. Está tudo no lugar: pianos, cordas, metais e as harmonias vocais que fizeram de True sucesso global. (Luiz Felipe Reis)
Mod rock vol. 1
VÁRIOS
O subtítulo meio picareta desta compilação (Festa Iê Iê Iê) entrega: trata-se de bandas brasileiras que filiam-se, com maior ou menor ardor, à estética dos anos 60. O objetivo de fazer um despretensioso disco de festa é alcançado, com a participação dos veteranos (Cachorro Grande, Autoramas, Canastra, Lafayette & Os Tremendões) e ao menos uma candidata a clássico: Em Roma e Lyon, dos nem-tão-sessentistas-assim Ramirez. (Marco Antonio Barbosa)
The best of
ROGÉRIO SKYLAB
O mais infame e iconoclasta dos cantores do pop brasileiro (ou seria MPB?) ganha uma coletânea que dá conta, satisfatoriamente, de sua obra para quem até acha graça no cara, mas não quer mergulhar em seus 11 (!) álbuns de estúdio. Os clássicos estão quase todos aqui (à exceção de Câncer no c*), resumindo não apenas as letras desconcertantes, mas também a capacidade de multiplicar-se por gêneros como o brega, o metal e o sertanejo. (Marco Antonio Barbosa)