Portal Terra
SÃO PAULO - O cantor sertanejo José Ramiro Sobrinho, o Pena Branca, morreu no início da noite de segunda-feira, aos 70 anos, no Hospital São Luiz Gonzaga, em São Paulo, vítima de insuficiência respiratória. O cantor ficou conhecido no Brasil pela dupla com Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho, que morreu em 1999.
Pena Branca nasceu em Igarapava, em 1939, e viveu boa parte da vida na cidade mineira de Uberlândia. Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho, era seu irmão e nasceu em Uberlândia em 1942. Em 1958 eles começaram a cantar, apresentando-se em uma rádio de Uberlândia. Mudaram-se para São Paulo para tentar a vida artística em 1968. Com o tempo, Pena Branca e Xavantinho tornaram-se exemplos da música sertaneja caipira, considerada "de raiz", em relação à música sertaneja com influências country que se popularizou nos anos 90.
Em 1980, Pena Branca e Xavantinho se inscreveram em um festival da TV Globo com a música Que Terreiro é Esse? e chegaram à final. Também nesse ano, a dupla lançou o disco "Velha Morada", com músicas como Cio da Terra, composta por Milton Nascimento e Chico Buarque, e Calix Bento, além da canção finalista no festival. Durante a carreira, gravaram com nomes como Milton Nascimento, Rolando Boldrin, Fagner e Almir Sater, entre outros. Em 1990, conquistaram o Prêmio Sharp de melhor música interpretando Casa de Barro, de Xavantinho e Moniz, e melhor disco, com "Cantado do Mundo Afora". Em 1992, o disco "Ao Vivo em Tatuí", com Ricardo Teixeira, ganhou o Prêmio Sharp de melhor disco.
Nos anos 90, a dupla iniciou shows internacionais, tocando em lugares como os Estados Unidos. Em 1999, com a morte de Xavantinho, Pena Branca continuou em carreira solo. Em 2001, Pena Branca recebeu o Grammy Latino de Melhor Disco Sertanejo com o álbum "Semente Caipira", gravado com o grupo Viola de Nóis. O último trabalho de Pena Branca é "Cantar Caipira", de 2008. Ainda não há informações sobre o velório ou o enterro de Pena Branca.