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OSB homenageia o compositor de cinema John Williams

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Philippe Noguchi, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - O cinema, não raro, é considerado a manifestação artística mais completa, por englobar direta ou indiretamente todas as demais: o teatro, a música, a literatura, a fotografia e até a pintura. Essa ligação se tornou tão forte que, em determinados momentos, transpõe o momento da projeção.

Hoje, grande parte das pessoas, em todo o mundo, pensa em trilhas sonoras quando se fala em música sinfônica ressalta o maestro Roberto Minczuk, que comanda a Orquestra Sinfônica Brasileira em uma série de três concertos em homenagem a John Williams, um dos maiores compositores da história do cinema.

Minczuk destaca Williams como uma unanimidade em sua área, tendo criado a música de mais de 80 filmes e assinando também a direção musical de quase todos os projetos em que trabalhou. Além de ter ganhado uma série de discos de ouro e platina pelas vendas dos discos, o compositor conquistou vários prêmios, entre eles cinco Oscars de Trilha Sonora, por longas como Tubarão, E.T. O extraterrestre e Guerra nas estrelas. O concerto que o homenageia hoje é o quinto da Série Topázio 2009, que ocorre sempre às 20h na Sala Cecília Meireles, e será reapresentado amanhã no mesmo horário e no domingo, às 11h.

Antigamente a maioria das trilhas dos filmes eram feitas com orquestra sinfônica. Isso ficou perdido por um tempo, as trilhas passaram a ser feitas com bandas ou orquestras menores, ou até com músicas populares. Ele realmente resgatou a música sinfônica no cinema elogia Minczuk, que contará com a participação do violinista Daniel Guedes, responsável pelo solo na trilha de A lista de

Schindler.

Minha admiração por ele vem desde a minha infância. Cresci ouvindo e tocando as suas obras. Tive a oportunidade de conhecê-lo quando veio ao Brasil regendo a Filarmônica de Nova York recorda o maestro.

Embora Minczuk já tenha apresentado nos EUA um tributo a seu ídolo, é a primeira vez que o faz no Brasil. O concerto não conta com projeções e utiliza os arranjos originais.

A idéia é mostrar a música de modo puro e concentrar a atenção na orquestração,. Tudo de John Williams é muito bem escrito e inspirado diz Minczuk.

Para o maestro, não há diferença real entre reger as obras regulares de concerto e as composições feitas para as telas por John Williams.

Ele é um compositor que conhece profundamente a música de concerto também. Na verdade, a abordagem é exatamente a mesma: é música clássica.