Rey Biannchi, especial para o JB, JB Online
MIAMI - Uma experiência incrível em Nova York realizada esta semana pelo jornal Washington Post mostrou o quanto os americanos (não) dão valor aos talentos e se importam mais com os ídolos produzidos na mídia. Em pleno horário de rush na capital do mundo, alguns dias depois de tocar no Symphony Hall de Boston, com ingressos a US$ 1.000, o prestigiado violinista Joshua Bell ficou 45 minutos executando obras clássicas em um raríssimo Stradivarius de 1713, cujo valor é estimado em US$ 3 milhões, recebendo apenas alguns trocados por isso. Ninguém, absolutamente ninguém, percebeu que estava diante de um dos maiores músicos virtuoses do mundo. O objetivo da experiência, segundo os executivos do jornal, era lançar um debate sobre valor, contexto e arte entre os americanos. A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto. A comclusão: Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.