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Paulo Coelho negocia adaptação de seus best-sellers em Cannes

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Carlos Helí de Almeida, Jornal do Brasil

CANNES - O escritor brasileiro Paulo Coelho passou por Cannes para tratar de assuntos cinematográficos. O maior vendedor de livros do país veio promover o projeto A bruxa de Portobello, filme baseado num de seus best-sellers a partir de contribuições de internautas, e aproveitou para se atualizar sobre a longa gestação da adaptação de O alquimista, agora sob responsabilidade do produtor norte-americano Harvey Weinstein.

Os direitos sobre O alquimista, um dos maiores sucessos de venda do escritor, andaram trocando de mãos desde a virada do século. Durante alguns anos, esteve nas do ator Laurence Fishburne, que pretendia fazer dele sua estreia como diretor. Ano passado, Weinstein, padrinho de diversos nomes do cinema independente, como Quentin Tarantino, anunciou em Cannes que estava assumindo o projeto, ainda com Fishburne na direção, mas agora orçado em US$ 60 milhões.

O plano sofreu um revés depois que Fishburne aceitou o convite para substituir Willam Petersen na popular série de TV CSI. Coelho, porém, continua confiante no produtor americano.

Harvey me disse que o roteiro de O alquimista ficará pronto em três meses e as filmagens começaram alguns meses depois. Ele mencionou vários nomes que poderão assumir a direção da adaptação contou o escritor à imprensa americana. Se há alguém no mundo que pode fazer um filme a partir do livro é justamente o Harvey. Conversamos longamente sobre como ele deveria ou não ser. Mas, no final das contas, o filme é dele.

Muito antes de O alquimista ficar pronto, outras versões dos livros de Coelho chegarão aos cinemas. A primeira delas é Veronika decide morrer, dirigido por Emily Young a partir do romance publicado em 2007. Apontado para estrear no Brasil em agosto, o longa-metragem estrelado por Sarah Michlle Gellar e Jonathan Tucker fala sobre a jovem do título, que tenta o suicídio e acorda em um hospital psiquiátrico.

Alternativas de exibição

A bruxa de Portobello, porém, é o projeto mais pessoal do escritor. Em junho do ano passado, Coelho convidou cineastas de todas as partes do mundo a colocar no MySpace suas interpretações sobre as 15 histórias de Athena, jovem com poderes proféticos, contidas no livro. O portal recebeu mais de 6 mil inscrições, das quais 15 foram selecionadas e o resultado ganhará première mundial no próximo Festival de Roma (outubro).

Depois dessa estreia oficial, adoraria ver A bruxa de Portobello ganhando um lançamento mundial numa plataforma virtual como o YouTube ou MySpace disse o escritor. A indústria do cinema vive reclamando dos novos modelos de exibição, mas eles estão pensando de uma maneira muito conservadora. É preciso tentar um modelo econômico novo.